domingo, 25 de outubro de 2020

Rio e SP têm escalada de violência entre protestos pró e antidemocracia

Avenida Paulista virou praça de guerra, com ações de dispersão. Foto: Pam Santos/Fotos Públicas

Enquanto grupos de extrema-direita resolveram ir às ruas em ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (31), manifestantes antifascistas se uniram em protestos pela defesa da democracia. Houve pontos de tensão entre os dois espectros políticos no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte.

Com os maiores índices de rejeição desde o início do governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cavalgou acenando a apoiadores no Palácio do Planalto, em Brasília. Nas redes, o presidente defendeu que núcleos antifascistas sejam enquadrados como grupos terroristas.

Em Brasília, vestindo roupas verdes e amarelas, parte dos manifestantes protestou contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas e cartazes contendo pedidos de intervenção militar. O presidente e boa parte dos manifestantes não usavam máscara, obrigatória em locais públicos do Distrito Federal.

No Rio de Janeiro, um princípio de confronto entre uma concentração bolsonarista e torcedores antifascistas do Flamengo foi reprimida com uso de gás lacrimogênio pela Polícia Militar. Houve agressão entre manifestantes rivais na altura do Posto 5, na Praia de Copacabana.

Na Avenida Paulista, torcidas organizadas antifascistas do Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo se uniram em um protesto pela democracia. As torcidas marcharam pela via de forma pacífica até a altura do Museu de Arte de São Paulo (MASP), quando iniciou a tensão com a extrema-direita.

A Polícia Militar criou um cordão de isolamento. Porém, ao longo da tarde, após a tensão crescer entre os protestos, a PM dispersou a multidão com bombas de gás lacrimogênio. Torcedores que resistiram às ações de dispersão, ateando fogo em barricadas na via, chegaram a ser detidos, de acordo com o portal G1.

Na capital de Minas, conforme reportou a imprensa local, uma carreata bolsonarista pelo fim do isolamento social precisou alterar a rota, sob pressão de militantes pró-democracia concentrados na região central.

Houve também ação de repressão contra um ato antirracista no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Militantes da causa negra reportaram que tropas da Polícia Militar dispararam bombas de efeito moral contra os manifestantes.

Publicado às 17h30

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