segunda, 17 de maio de 2021

Rio prioriza vacina para rodoviários, em Niterói e SG paralisação é mantida

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No Rio os rodoviários foram inseridos no grupo prioritário. Foto: Vitor Soares

Os motoristas e cobradores de ônibus do Rio serão incluídos nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22) pelo prefeito Eduardo Paes (DEM), pelas redes sociais, já que ainda está em isolamento se recuperando da segunda contaminação pelo coronavírus. Segundo ele, os detalhes sobre a inclusão dos rodoviários serão dados nesta sexta-feira (23), durante a divulgação do novo boletim epidemiológico da cidade.

A categoria já havia reivindicado receber a vacina junto com os outros grupos de trabalhadores prioritários, como os das áreas de segurança e de educação, por serem parte de um serviço essencial que não parou em nenhum momento durante a pandemia.

O tema também foi objeto de uma deliberação da Assembleia Legislativa, que incluiu os motoristas e cobradores entre as prioridades de imunização. O Sindicato dos Rodoviários do Rio chegou a anunciar uma paralisação total de advertência caso a reivindicação não fosse atendida. Segundo a entidade, 56 profissionais que atuam no transporte coletivo morreram de covid-1  e quase 200 foram contaminados desde o início da pandemia.

A Prefeitura do Rio já havia anunciado nesta semana o início da vacinação das pessoas com comorbidades, além da continuidade da campanha para os profissionais de saúde, segurança, limpeza urbana e educação.

Greve em Niterói, São Gonçalo e Região

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Em Niterói e Região ainda não houve acordo para priorizar a categoria no calendário de vacinação. Foto: Arquivo / Pedro Conforte

A diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) lamentou que a categoria ainda não tenha sido contemplada por medida similar nos municípios de sua área de atuação. Portanto, está mantida para o dia 26 a paralisação dos ônibus em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá.

De acordo com o pesquisador Yuri Oliveira de Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os rodoviários formam a segunda categoria com maior probabilidade de contágio, perdendo apenas para os profissionais do setor de Saúde.

“Sem dúvidas, a saúde é a área mais afetada, pois esses profissionais estão na linha de frente no cuidado com os doentes. Porém, o setor de transporte é a segunda categoria com maior risco. Falamos de 60% a 65% de probabilidade de contágio quando é abordado o setor administrativo das empresas e de 71% para motoristas e cobradores”

O presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, destaca que, embora sejam enquadrados no grupo de categorias essenciais para prestação de serviços, os rodoviários estão sendo postos à margem da imunização em municípios importantes para o estado do Rio de Janeiro.

“São Paulo e Rio de Janeiro já incluíram os rodoviários no grupo prioritário. Como as cidades da Região Metropolitana, importante polo de desenvolvimento do estado, ainda não seguiram esse caminho?”

Levantamento do Sintronac junto às empresas de ônibus dos cinco municípios revela que a vacinação dos rodoviários não impactaria no quadro geral de imunização da população pelo pequeno número de doses necessárias para atender à categoria, de acordo com o universo populacional de cada cidade. Assim, em Niterói seriam necessárias 3.443 doses para os rodoviários de 12 empresas; em São Gonçalo, 7.147 profissionais em 14 viações; em Maricá, 1.226 em uma companhia; em Itaboraí, 263, também em uma empresa; e, em Tanguá, sete vacinas para os rodoviários de uma viação.

Dos municípios da área de atuação do Sintronac, apenas Niterói tem buscado um diálogo com a categoria. Nesta quinta-feira, o coordenador de Trabalho e Renda da Prefeitura, Brizola Neto, se reuniu com Rubens Oliveira e com o diretor do Fórum Intersindical do Leste Fluminense, José Juvino Filho, na sede do sindicato, no Centro da cidade.

Brizola Neto recebeu dos sindicalistas a solicitação para que os rodoviários sejam considerados grupo prioritário para vacinação na cidade e uma carta, que reivindica a inclusão de uma representação sindical no Gabinete de Crise, instaurado para fazer frente à pandemia do coronavírus.

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