sábado, 16 de janeiro de 2021

Rio terá pior crise econômica desde 2002, prevê Firjan

Oscilação do preço do barril de petróleo e retração causada pela pandemia explicam queda. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

A pandemia do coronavírus levará o PIB do estado do Rio de Janeiro a sofrer uma queda de 4,6% este ano, a maior da série histórica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), iniciada em 2002. É o que aponta estudo da federação que prevê os impactos da Covid-19. Para a indústria, a retração poderá ser maior: 5,3% em comparação com 2019. O documento ressalta ainda a necessidade de suporte do governo federal para auxiliar os estados a atravessarem os efeitos econômicos da crise.

“Os números mostram que não é mais uma questão de saber se os estados vão ficar ingovernáveis, mas quando. É preciso atacar este problema imediatamente, para que não tenhamos a economia brasileira se transformando em uma areia movediça, de onde todos tentam sair, mas, na prática, ninguém consegue”, alerta Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

Segundo projeção da federação, a queda será mais intensa no segundo trimestre de 2020. “A recuperação acontecerá de maneira muito lenta e em formato de U. Voltar à normalidade não será apenas uma questão das empresas religarem suas máquinas; o que temos observado é que muitas não estão conseguindo sobreviver à crise”, destaca Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan.

Déficit orçamentário

O cenário de retração é agravado ainda pela nova crise do petróleo, especialmente para o Rio. Os efeitos deste duplo choque terão consequências orçamentárias imediatas. O documento estima queda de 21% na arrecadação de ICMS — R$ 11 bilhões a menos em relação ao previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Já as receitas de royalties podem chegar a uma perda de R$ 3,2 bilhões.

“O déficit no orçamento do estado pode chegar a R$ 27,4 bilhões, mais de 1/3 da receita total estimada para 2020. O Rio, assim como os demais estados, terá dificuldade de se recuperar sem aportes financeiros do governo federal, correndo o risco de ter uma crise ainda mais severa do que a de 2018”, reforça Goulart.

Goulart acrescenta ainda que a PEC do pacto federativo, PEC emergencial e a reforma tributária terão papel fundamental na recuperação pós-pandemia.

“O financiamento do ‘orçamento de guerra’ exigirá rápida aprovação dessas reformas, caso contrário, corremos sérios riscos de termos um aumento desequilibrado e injusto da carga tributária e volta da inflação”, conclui.

Publicado às 14h.

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