sexta, 23 de abril de 2021

Rodoviários ameaçam greve a partir de abril em Niterói e Região

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Sindicato reforça para a paralisação caso as demandas não sejam atendidas. Foto: Pedro Conforte

O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) retoma, a partir do próximo dia 1º de abril, as negociações salariais com a entidade patronal, representante das empresas no Leste Fluminense, abrangendo os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá. Há a possibilidade de greve caso as demandas dos profissionais não sejam atendidas.

Em pauta, o órgão pretende referendar, em assembleias que serão realizadas ao longo do mês de março, as reivindicações da categoria, definidas no ano passado, com propostas de aumento de 4%; cesta básica de R$ 320,00; cofres em todos os pontos finais para recolhimento do dinheiro das passagens; manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletiva; e 2% de comissão para motoristas que exercem a dupla função.

A campanha salarial foi suspensa pela própria categoria, em reunião realizada em novembro de 2020, em consequência da crise econômica no setor de ônibus, agravada com a pandemia do coronavírus, que inviabilizou as operações das empresas, causando um rombo de até 60% no faturamento das linhas de ônibus nos municípios.

De acordo com o Sintronac, o sindicato vem acompanhado o posicionamento das lideranças empresariais do setor em suas reivindicações frente aos governos. Os constantes reajustes no preço do óleo diesel, segundo insumo de maior peso no custo de operação dos ônibus, tem sido o principal motivo de queixa da classe patronal na esfera federal. Nos âmbitos estadual e municipal, os empresários reclamam da total falta de apoio ao setor durante a pandemia.

Socorro

Segundo o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, a ajuda que viria do Governo Federal foi cancelada junto com os aportes financeiros que viriam para o setor de transporte público.

“Os governos, por sua vez, têm-se mostrado, em todos os níveis, insensíveis aos apelos do setor de transportes, com o veto do Governo Federal ao socorro de R$ 4 bilhões, aprovado pelo Congresso Nacional, valor que poderia cobrir, em parte, as perdas financeiras das companhias e evitar demissões. O governo não renovou, ainda, o Benefício Emergencial (BEm), que ajudou a compor os salários ao longo do ano passado, diante da política de redução da jornada de trabalho adotada pelas empresas. Estado e municípios devem milhões, referentes aos repasses das gratuidades, o que também aliviaria o colapso contábil das empresas, que, de quebra, não vislumbram a possibilidade de reajuste no preço das passagens, única fonte de arrecadação do sistema adotado no estado do Rio de Janeiro”, declarou o presidente do órgão.

Rubens segue dizendo que a queda de braço acaba deixando os trabalhadores no meio dessa situação.

“O embate entre empresas e governos, contudo, deixa de fora o principal personagem nesse catastrófico enredo desenhado para o setor de transporte público no estado e, também, no País: os trabalhadores. A muito custo, conseguimos evitar um desastre maior nas contas da categoria, mantendo, nos últimos dois anos, o aumento salarial equivalente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, além de garantir benefícios como a cesta básica e o auxílio-uniforme, entre outros. Mas as demissões foram inevitáveis, principalmente com o fracasso do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e com a devastação promovida pelo coronavírus”, disse.

O órgão reforça ainda para o indicativo de greve, caso as demandas não sejam atentidas.

“Devemos buscar uma alternativa para viabilizar o sistema de transporte por ônibus, único a atender a grande demanda de passageiros municipais e intermunicipais, garantindo, aos rodoviários, seus direitos previstos em Lei. Caso contrário, não restará saída, a não ser os trabalhadores tomarem para si a responsabilidade por uma mudança real, através de seu maior instrumento de pressão, garantido pela Constituição: a greve”, finalizou.

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