Salões de beleza lutam para reconquistar clientes em Niterói

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Abertura de salões com público reduzido foi autorizado. Foto: Marcelo Tavares

Com a retomada gradual do funcionamento do comércio na cidade de Niterói nesta segunda-feira (25), salões de beleza deram início às atividades e contaram com a presença de clientes fiéis. No entanto, empresários relataram que para isso tiveram que se adaptar ao novo regulamento de prevenção contra a Covid-19.

Foi o caso da empreendedora e cabeleireira Márcia Ozorio, dona de um salão na Avenida Amaral Peixoto, no centro da cidade.

“Ontem (segunda-feira) nós arrumamos o salão para atender os clientes nesta terça-feira (26). Aproveitamos o tempo para fazer as marcações no chão e reduzir o número de cadeiras para respeitar o distanciamento”, disse.

Além das marcações, Márcia contou que também incluiu álcool em gel na entrada do estabelecimento. Apesar dos esforços, ela já prevê grande queda no movimento em comparação com outros dias antes da pandemia.

“A gente estima uma queda de aproximadamente 60%. Para quem tem os clientes rotineiros é até um pouco mais tranquilo nessa fase, mas para quem não tem conseguir os clientes no dia a dia vai ser um desafio. Ainda mais porque tem muita gente insegura mesmo com todo o protocolo”, disse.

Última opção

Por conta da pandemia, muitos empresários relataram, inclusive nas redes sociais, a dificuldade em manter os funcionários. O marido e sócio de Márcia, Júlio César, contou que eles chegaram a solicitar empréstimos pessoais para manter a equipe, mas o esforço foi em vão.

“Nós tínhamos cinco funcionárias e tivemos que dispensar três para dar seguimento ao trabalho. Nem o empréstimo solicitado deu conta de garantir todas empregadas”, afirmou.

Adaptação

Durante o período que o comércio ficou fechado, o empresário Djavan Sena, que tem uma barbearia no Barreto, na Zona Norte de Niterói, teve que se adaptar para não sofrer com queda no faturamento.

Funcionários utilizam capas descartáveis. Foto: Marcelo Tavares

“Alguns funcionários optaram em fazer o delivery. Lançamos o site da barbearia e o grupo do Whatsapp, onde o cliente entra em contato para agendar o atendimento”, disse.

Mesmo com o serviço de delivery, ele contou que a procura foi bem menor do que estava acostumado a ver na loja física. Djavan relatou que ainda não sabe se o estabelecimento vai sofrer um grande prejuízo.

“Acredito que essa semana vamos ter uma avaliação melhor sobre o faturamento da empresa. Por incrível que pareça, hoje (terça-feira) o movimento tá bom, mas não sei se é pelo fato de muitos clientes ficarem tanto tempo sem cortar o cabelo”, finalizou.

Rotina

A rotina dos salões também precisou ser modificada nessa reabertura. Desde a marcação até a prestação do serviço, o cliente encontra algumas mudanças. Os profissionais da área da beleza passaram por um treinamento, feito por uma live no Youtube, comandado pela secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, e a subsecretária municipal de Saúde, Camilla Franco.

O cliente tem que fazer um agendamento prévio e o estabelecimento deve respeitar as normas de distanciamento de cadeiras, além do número de ocupação de pessoas por metro quadrado. Não é permitido entrar nos salões com sacolas e muitos objetos, para isso, o local pode disponibilizar um guarda-volumes ou espaço para guardar.

Entre um cliente e outro, é necessário desinfectar o ambiente e esterilizar equipamentos de uso, como tesouras, máquinas, etc. Na entrada do salão, é preciso disponibilizar álcool em gel (ou 70) e os profissionais devem utilizar capas e materiais descartáveis, além de outras recomendações.

Para o barbeiro Rodrigo Carvalho, de 38 anos, da Cravo Barber, na Ilha da Conceição, a classe já adotava medidas de higiene mesmo antes da pandemia e agora apenas intensificou o cuidado. Em contrapartida, uma vez que o trabalho exige uma atenção aos detalhes, como altura e simetria de corte, os equipamentos de proteção individual não são fortes aliados.

“Com a viseira, a visão fica turva e o óculos embaça toda hora por causa da máscara. A gente sabe que é necessário nesse momento de transição obedecer todas as recomendações. Desde segunda-feira tenho feito tudo dentro do que foi pedido, higienizo o espaço, esterilizo todo o meu equipamento a cada uso. Já trabalhava com agenda, então isso não mudou muito, mas é importante prezar ainda mais por quem gosta e confia no nosso trabalho”, disse.

Atividades autorizadas

O sistema de cores implantado pela Prefeitura de Niterói libera gradualmente as atividades na cidade. Atualmente, na cor laranja, são permitidos:

• Exercícios físicos individuais em horários determinados na orla;
• Indústria do petróleo e gás;
• Lojas de produtos farmacêuticos, cosméticos, artigos médicos e hospitalares;
• Lojas de automóveis e concessionárias;
• Restaurantes (entrega apenas);
• Hotéis;
• Escritórios de advocacia, contabilidade, consultorias, arquitetura e engenharia;
• Estacionamentos;
• Imobiliárias;
• Salões de beleza;
• Manutenção e reparo de máquinas e equipamentos.

Publicada às 12h30

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