quarta, 21 de outubro de 2020

Servidores da UFF realizam ato de greve no HUAP

Cerca de 30 servidores técnico-administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizaram um ato de greve na manhã desta terça-feira (18) em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), no Centro de Niterói. Um dos motivos da manifestação é o fato de que existem pessoas que prestaram concurso público e ainda não foram chamadas para ocupar as vagas. Além disso, há um descontentamento com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

“A EBSERH não cumpriu o contrato. Existem mais de 700 vagas para contratar servidores para o hospital, mas até agora esse número não chegou a 130”, contou o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff), Carlos Abreu. Para ele, esse é o momento em que mais deveria haver contratação. “O hospital está tendo uma demanda, devido à conjuntura nacional da reforma da previdência e reforma trabalhista, na qual está havendo uma grande correria para se aposentar. Portanto, o reitor e a EBSERH deveriam contratar para suprir a carência do hospital, mas não o fazem”. Além disso, Carlos reclama da quantidade de leitos fechados no HUAP. “Havia um boato de que se não contratasse essa empresa, teriam que fechar leitos. Ela entrou e mesmo assim fecharam 40”, disse.

A categoria parou seus serviços no dia 10 de outubro. A decisão foi tomada em assembleia no prédio da reitoria no dia 3 do mesmo mês. A classe é contra o aumento da carga horária semanal dos trabalhadores de 30 para 40 horas; o ponto eletrônico e as mudanças de escala de trabalho no HUAP. Além disso, luta pela revogação do contrato com a EBSERH na UFF, pela abertura das vagas ociosas do hospital para concurso público, pela manutenção da portaria de 2016 e contra a PEC 241.

“O reitor teve um compromisso com os trabalhadores na última greve, assinando um acordo em que se manteria a jornada de 30 horas semanais. Infelizmente, o reitor recentemente eleito, que fez campanha dizendo que manteria as horas, descumpriu tanto o acordo de greve quanto o compromisso de campanha. Então, existe essa pauta importante que é a manutenção de uma conquista histórica dos trabalhadores da UFF”, afirmou Claudia Reis, jornalista do sindicato.

Nesta quarta-feira (19), terá uma assembleia para decidir os rumos da luta, às 14h, no Bandejão do Campus do Gragoatá, na Cantareira, no bairro São Domingos.

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