sexta, 27 de novembro de 2020

SG entra no limite de leitos e hospital de campanha não fica pronto

Hospital de campanha tem estrutura externa pronta, mas aguarda equipamentos. Foto: Plantão Enfoco

O hospital de campanha para tratamento do novo coronavírus que o governo estadual está montando no Clube Mauá, na região central de São Gonçalo, ainda não tem data de abertura. A estimativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES) é de que a unidade — prometida para final de abril — entre em operação até metade de maio.

No entanto, o secretário Edmar Santos admitiu a fontes do governo estadual que o hospital não abrirá com a capacidade máxima de leitos. A unidade deve oferecer 200 leitos, sendo 40 de terapia intensiva (UTI), prevê a SES. Estes leitos serão operados pela central estadual. Ou seja, o hospital receberá apenas pacientes transferidos.

O material para a estrutura de lona chegou ao campo, requisitado da iniciativa privada, há cerca de um mês. No interior das lonas, porém, ainda faltam equipamentos para iniciar as atividades.

A unidade já recebeu as cortinas para divisão dos leitos hospitalares, computadores, móveis e um tomógrafo, ainda desmontado. Mas faltam monitores cardíacos, camas e respiradores para os leitos.

Procurada, a SES não detalhou os motivos do atraso. Moradores do entorno do Clube Mauá relataram que não há movimentação no local há pelo menos uma semana. O acesso ao local foi restrito nesta segunda-feira (4), após um pré-candidato a prefeito gravar vídeos no local.

Diferente dos outros hospitais de campanha do estado, custeados com verba própria, esta estrutura de São Gonçalo foi financiada pelas prefeituras de Niterói e Maricá. As cidades doaram R$ 90 milhões para que o governo estadual montasse a unidade.

A promessa é que a unidade em São Gonçalo evite um colapso na rede pública de saúde do município diante do avanço da pandemia. A cidade concentra o 6º maior número de casos do estado, com 311 diagnósticos confirmados e 31 óbitos. O próprio prefeito, José Luiz Nanci (Cidadania) e a primeira dama Eliane Gabriel Nanci estão em tratamento para Covid-19, em estado estável.

Na rede estadual, o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) está com a capacidade esgotada. De acordo com o município, a unidade de referência do Hospital Municipal Luiz Palmier está com taxa de ocupação de 80% nos leitos de terapia intensiva.

Fiscalização

Divisórias dos leitos e mobília já chegaram ao pavilhão principal. Foto: Plantão Enfoco

O local foi vistoriado pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara de São Gonçalo, o vereador Lecinho (MDB). Entre as denúncias, conferiu risco de alagamento na área do hospital.

“Estive lá na última semana e estava faltando montagem da estrutura da incêndio, estação de energia elétrica. De fato, o andamento está lento. mas o município não tem nenhuma governabilidade sobre esse local”, ressaltou Lecinho.

Sobre as cheias recorrentes no local nos períodos de chuva, reportadas por moradores da área, a SES garantiu em nota que ‘o planejamento dos hospitais de campanha foi baseado em análise técnica, além da viabilidade de localização’.

A bancada de São Gonçalo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) também está cobrando a finalização do hospital. O deputado Capitão Nelson (Avante) afirmou que está tentando viabilizar uma remessa de respiradores para o Heat.

Outro membro da bancada, Renan Ferreirinha (PSB) oficiou a SES sobre o atraso. O deputado Coronel Salema (sem partido), por sua vez, disse que planeja vistoriar o local.

Publicado às 18h50

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