terça, 27 de outubro de 2020

Sob chuva, Bloco Dominó celebra 30 anos de história

Foliões se reuniram sob tempestade. Foto: Eduarda Hillebrandt

Um dos mais tradicionais blocos de Carnaval de Niterói, o Bloco Dominó foi às ruas sob chuva forte nesta sexta-feira (21). Apesar do temporal, a organização manteve a festa especial preparada para esse ano: o bloco chegou a sua 30ª edição.

A concentração iniciou às 19h na Rua Geraldo Martins, paralela da Avenida Roberto Silveira entre Icaraí e Santa Rosa, na Zona Sul.

A bateria iria arrastar o público pelo quarteirão, mas a chuva mudou os planos. O bloco acabou parado na Geraldo Martins. A bateria segue no pique desde às 21h, conforme o horário previsto.

Na última edição, a chuva também não deu trégua, mas os foliões seguiram sambando no alagamento. Alguns foliões resolveram repetir a dose.

“Vim mesmo sabendo que iria chover, porque acho o bloco muito lindo” afirmou a estudante Maria Eduarda Marques, de 18 anos.

Antes, o trio com a rainha e rei momo partiria da Geraldo Martins, entre Cinco de Julho e Mariz e Barro. Entra na Roberto Silveira, sobe a Cinco de Julho em direção a Santa Rosa e volta para o ponto de concentração. Esse desfile foi cancelado, mas o bloco será parado.

A Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans) informou que o bloco conta com 20 agentes de trânsito, e interdições temporárias na região. A Polícia Militar e Guarda Municipal acompanha a multidão. Por conta da dispersão do público pelas chuvas, as autoridades e a organização não soube estimar o público.

Três décadas de folia

Bloco reuniu foliões mesmo parado e sob chuva. Foto: Eduarda Hillebrandt

O Dominó desfila na sexta-feira de Carnaval desde 1990, na mesma via. A folia não se concentra na Geraldo Martins à toa. O projeto do bloco foi concebido em um bar que funcionava na esquina com a Cinco de Julho, três décadas atrás.

Era no reduto boêmio que um grupo de amigos, moradores da região, se reunia para partidas de dominó. A parceria de copo foi para o campo quando os fregueses resolveram formar um time amador de futebol.

Nas viagens para os torneios foram organizados os primeiros blocos, pois o grupo sentia falta de uma festa para abrir o Carnaval. 

O público, a princípio, eram as próprias famílias dos jogadores de futebol/dominó, mas a festa foi crescendo ao longo dos anos 90, alcançando uma média de público de 15 mil pessoas.

O bar da esquina fechou, mas outro bar tradicional da Geraldo Martins ainda é ponto de encontro dos fundadores. Uma sala ao lado do estabelecimento abriga os tambores da bateria.

Coordenada pelo mestre Wendel, a bateria do Dominó é formada por integrantes das escolas de samba de Viradouro, Cubango e Porto da Pedra.

Arthur Barbosa, de 75 anos, compõe a força-tarefa do bloco desde a fundação.

“O Dominó no início era um bloco familiar, começou a crescer em 96. Tinha uma bateria com 36 componentes e hoje temos 130 componentes” conta o fundador.

A maior festa foi em 2018, quando, segundo a organização, o Dominó levou 35 mil pessoas para a rua. No último ano, um pé d’água atingiu em cheio a concentração, mas a bateria não cessou.

O Dominó divide o posto de bloco mais tradicional da cidade com a Banda do Ingá, que fez seu 46ª desfile no último domingo.

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