segunda, 26 de outubro de 2020

Sossego aposta nas cores em desfile de superação

Primeiro setor desbravou as profundezas do oceano. Foto: Plantão Enfoco

A Acadêmicos do Sossego coloriu a Marquês de Sapucaí com um desfile de superação, no segundo dia da Série A do carnaval carioca, neste sábado (22). A agremiação do Largo da Batalha precisou correr contra o tempo para entregar o prometido enredo “Os Tambores de Olokun”, em comemoração aos 50 anos da escola, misturando samba com o Maracatu.

Pouco antes da escola entrar na avenida, a chuva deu uma trégua o que possibilitou um show de cores. A agremiação cumpriu o desfile dentro do tempo, encerrando aos 53 minutos. O samba-enredo com refrão marcante pegou na arquibancada, o que não foi uma novidade para o intérprete da composição, Nêgo. Irmão de uma figura ilustre da Sapucaí, Neguinho da Beija-Flor, o cantor acredita nos 40 pontos para o quesito.

“Já tivemos experiências nos ensaios e o samba pegou. Não seria diferente. Eu acho que a gente leva os quarenta pontos. Tem uma pegada boa com três refrões fortes”, disse o intérprete.

Ô gira saia
Girou a secular tradição
No jubileu de ouro
Do meu pavilhão
É o “povo da Batalha”
Na imensidão do mar
Meu samba
Vai nas águas da vitória
O infinito azul
Mareja meu olhar
Pra Sossego fazer história

Refrão do samba-enredo da Acadêmicos do Sossego
Bateria realizou uma coreografia na avenida. Foto: Plantão Enfoco

A Sossego trouxe para a avenida 2,1 mil componentes, divididos em 24 alas. Ao todo, são três carros alegóricos, sendo um deles tripé, todos seguindo o cronograma de montagem. A escola apresentou à comunidade do samba uma verdadeira mistura de ritmos com o Maracatu, que tem origem no estado de Pernambuco e vem acompanhado de dança, ritual e sincretismo religioso.

“É uma felicidade muito grande, depois de quatro anos, ver a escola no patamar que ela está. Mesmo a trancos e barrancos, conseguimos montar um belo carnaval na avenida”, disse o diretor de harmonia, Ygor Silva.

Assumindo a assinatura do desfile apenas 13 dias antes do Carnaval, o carnavalesco Rodrigo Marques – em parceria com Guilherme Diniz – afirmou que a aposta nas cores foi proposital para entregar um produto de qualidade na avenida. Para o artista, foi preciso correr contra o tempo para conseguir produzir todo o desfile.

Foto: Plantão Enfoco

“O trabalho foi um pouco corrido em relação ao nosso tempo na escola. Tivemos que colocar o carnaval na avenida, ainda faltava muita coisa. Observamos onde a escola falhava, principalmente nos figurinos e esculturas, por isso tentamos dar um requinte maior. Acredito na força do colorido e do acabamento mais simples, porém digno”, contou o carnavalesco

Desfile

No primeiro setor, a escola desbravou as profundezas dos oceanos e fez um culto em homenagem ao orixá, no palácio de Olokun. O segundo setor apresentou Recife e suas raízes culturais, onde nasceu o maracatu, abordando os costumes de culinária e pesca do local.

Comissão de Frente. Foto: Plantão Enfoco

Em seguida, os personagens do ritmo afro-brasileiro foram apresentados na Avenida de forma cênica, juntamente com a eleição do rei e da rainha, feita na igreja de Nossa Senhora do Rosário. No último setor, foi a vez do Rio de Janeiro surgir através das influências vindas para o estado, pelo grupo com danças da cultura africana.

Entre as surpresas do desfile, a bateria Swing da Batalha, do Mestre Laion, preparou uma performance especial, com a participação de Carlinhos do Salgueiro no meio da apresentação dos Tambores de Olokun.

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