terça, 24 de novembro de 2020

Sossego, Cubango e Tigre com garra na Avenida

Apesar do baixo orçamento em comparação com as escolas do Grupo Especial, Acadêmicos do Cubango, Sossego e Unidos do Porto da Pedra prometem surpreender na Avenida com enredos criativos e polêmicos.

Cubango

A Acadêmicos do Cubango será a sexta escola a desfilar no sábado de carnaval, na Sapucaí. Com a assinatura de Gabriel Haddad, Leonardo Bora e Vinícius Natal a agremiação apresentará ao público o enredo: “Igbá Cubango – A alma das coisas e a arte dos milagres”. Segundo os carnavalescos, o desfile foi pensado com o objetivo de apresentar objetos de fé e a forma que eles ligam o homem ao seu sagrado.

“Não é sobre religião, mas sim sobre todos os objetos usados e como é a ligação do ser humano com a fé. O nosso abre alas, por exemplo, fala sobre os objetos sagrados da própria Cubango. Tratamos o Omulu, que é padroeiro da escola no secretismo religioso junto com São Lázaro, e os objetos ligados a ele, como a pipoca e a palha. Também teremos o boneco Babalotim, que é uma figura importante para os cubanguenses, já que rendeu o pentacampeonato em 1969”, afirmou Gabriel Haddad.

Segundo a comissão de carnaval da escola, serão quatro carros alegóricos e 20 alas, com o objetivo de atingir o emocional do público da Cubango, invocando a memória da escola e tratando de objetos que mexem com a fé da população.

Quanto ao investimento do desfile, o presidente da GRES, Rogério Belisário, afirmou que “a escola está fazendo exatamente como manda o enredo: esperando um milagre”.

Sossego

Com o enredo: “Não se meta com a minha fé, acredito em quem quiser”, assinado pelo carnavalesco Leandro Valente, a agremiação do Largo da Batalha entra na Sapucaí.

Alegoria do Acadêmicos do Sossego (Foto: Anderson Justino/Colaboração)

O presidente da escola, Wallace Palhares, explicou o desfile deste ano e afirmou que se trata da liberdade religiosa. Para isso, eles escolheram uma figura que ele considera “um pouco controversa: Jesus Malverde”.

“Ele é um santo não reconhecido pela igreja católica, muitas vezes adorado por narcotraficantes, e trazemos o questionamento: ‘Por que não acreditar nele?’. Diferente dos outros enredos, ele é quem narra nosso samba pedindo a legitimidade não só da fé dos devotos dele, mas de todos os santos”, afirmou Wallace.

Quanto aos investimentos do desfile, o presidente afirmou que conta com a ajuda da Prefeitura de Niterói, mas que utilizou produtos reciclados para ajudar no custo.

“Nós trabalhamos com muito material como copo, papelão, etc. Além disso, buscamos usar de materiais que já tínhamos no barracão, com o intuito de diminuir os gastos”, finalizou.

Porto da Pedra

A Tigre de São Gonçalo é a quarta escola a desfilar com o enredo “Antônio Pitanga – Um negro em movimento”, assinado pelo carnavalesco Jaime Cezário, em uma homenagem aos 80 anos do ator e compositor, que tem como marca ser o primeiro negro protagonista do cinema nacional.

Ensaio na quadra do Unidos do Porto da Pedra, em São Gonçalo (Foto: Anderson Justino/Colaboração)

“Nós vamos mostrar o enredo em quatro partes: primeiro em Salvador, onde ele nasceu, no Pelourinho, no segundo momento mostramos Pitanga no cinema, desde o primeiro filme ‘Bahia de todos os santos’ até os mais importantes que ele protagonizou. No terceiro, falamos do teatro, que vai ser dividido na fase baiana, paulista e carioca e na televisão e fechamos com ele no último carro, saudando os 80 anos”, contou o carnavalesco.

Fábio Montibelo, presidente da escola, ressaltou que eles estão fazendo um carnaval para disputar o título da série A.

“Tivemos muitos problemas para realizar o nosso carnaval. Verbas que custaram a serem liberadas e quando foram, não arcaram com os custos. O custo de tudo isso é alto”, ressaltou.

Ele disse ainda que a comunidade se uniu para ajudar a confeccionar as fantasias.

“Ainda tem pessoas da comunidade ajudando que ficarão até a última fantasia ser terminada. Isso é amor à escola. O componente da nossa escola é muito apaixonado”, disse.

Reportagem: Patricia Vivas e Thainá Vidal 

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