sábado, 05 de dezembro de 2020

Vendas de Dia das Mães devem cair 90% em Niterói

Rua Moreira César, em Icaraí, com os comércios fechados. Foto: Marcelo Tavares

Faltando pouco menos de uma semana para o Dia das Mães, comerciantes de Niterói se reinventaram para enfrentar o cenário financeiro durante o período de pandemia. A principal alternativa encontrada pelos lojistas tem sido o delivery e a publicização de produtos através das redes sociais. Mesmo assim, as vendas devem cair cerca de 90%, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói.

O Dia das Mães será comemorado no dia 10 de maio, cinco dias antes da previsão para o término da quarentena no município. A data é a segunda mais importante de vendas, ficando atrás apenas do Natal.

Segundo o presidente em exercício da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Manoel Alves Junior, as vendas através do serviço de entrega subiram aproximadamente 92% no período de pandemia, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Manoel ainda explica que muitas empresas estão fazendo promoções e encaminhando através das redes sociais e aplicativos de mensagens para a clientela, para que esse período de vendas de Dia das Mães não seja de prejuízo total.

“As empresas estão procurando fazer o que podem para poder tentar efetuar venda, a começar pela grande atuação que está sendo elaborada no sistema e-commerce. Isso é uma questão complicada, porque as entregas não correspondem a mesma venda presencial, e sim a apenas 20%, o que é insuficiente para cobrir toda a nossa demanda”, explicou.

Ele ainda contou que a CDL chegou a fazer uma proposta para o governo municipal de abrir nesta semana o seguimento que trabalha com presente de Dia das Mães, mas devido o aumento dos casos em Niterói, a medida não foi autorizada.

“Hoje, nós não podemos abrir as nossas lojas e temos que trabalhar com delivery, pois não tivemos outra alternativa. Os lojistas precisam trabalhar nas redes sociais, na divulgação e nas entregas, para tentar sobreviver a esse período”, explicou.

Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Niterói, afirmou que diversos segmentos vêm tendo zero de faturamento, salvo aqueles que puderam funcionar durante alguns dias, em uma das “janelas” que foram concedidas pelo Executivo.

“Neste exato momento a situação é gravíssima. Agora, estamos chegando ao Dia das Mães, e sem um horizonte de vendas, uma vez que a prefeitura estendeu o isolamento social. O delivery vem funcionando bem para restaurantes e farmácias e alguns segmentos muito específicos, mas não é uma solução de uso geral: o consumidor quer ver, tocar, experimentar e comparar fisicamente as mercadorias, para ter a certeza de que está escolhendo bem o que vai comprar. A verdade é que o lojista médio que tem delivery sequer está conseguindo pagar seus custos fixos”, finalizou.

Niteroienses criam alternativas para presentear

Com as lojas fechadas, moradores de Niterói também precisaram criar alternativas para presentear as mães.

A advogada Luísa Claussen, de 31 anos, que mora no Vital Brazil, Zona Sul de Niterói, contou que resolveu fazer um presente alternativo para a mãe, complementando as compras de mercado com itens que ela gosta. Os itens foram entregues antecipadamente, no último final de semana, junto com as compras de mercado para os próximos 15 dias.

“Minha mãe está em outra cidade, na busca de quarentena mais tranquila. Considerando a impossibilidade de vê-la no Dia das Mães, incluí um bom vinho, queijos e algumas guloseimas que sei que ela gosta. Sem prejuízo disso, pretendo acompanhá-la de longe no próximo domingo, com chamadas de vídeo, para que a data seja marcante, mesmo à distância”, disse.

Luísa ainda contou que a família está levando o distanciamento social a sério, sem sair de casa para o que não for essencial e evitando o contato com pessoas de fora da residência.

“Temos ciência de que é preciso fazer esse sacrifício agora, para evitarmos a propagação da Covid-19, pensando principalmente nos grupos de vulneráveis, no qual minha mãe se encontra, por ser idosa e hipertensa”, completou.

Já a moradora de Santa Barbara, na zona norte da cidade, Priscila Carvalho, 26, preferiu fazer a surpresa para a mãe após a pandemia.

“Ela gosta sempre de ganhar roupas, mas ela prefere provar antes de comprar. Por isso, já combinei com ela que vou levá-la para sair assim que acabar a quarentena e comprar o presente em uma loja física, com o auxílio dela”, finalizou.

Publicada às 10h10

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