quarta, 03 de março de 2021

Vídeo flagra morte de tartarugas em praia de Niterói

Publicada às 7h44 do dia 22 de fevereiro. Atualizada às 9h43 do dia 23.

Equipe de canoa havaiana fez os resgate das tartarugas. Imagens via grupo Plantão Enfoco

Pelo menos três tartarugas morreram após ficarem presas em redes de emalhe na Praia de Charitas, na Zona Sul de Niterói, na manhã desta segunda-feira (22). Um grupo praticantes de canoa havaiana conseguiu resgatar seis animais, alguns debilitados. O caso foi denunciado ao vice-presidente da Comissão do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Daniel Marques (DEM). 

“Um plano municipal de gerenciamento costeiro seria o ideal. Mas é preciso decidir o que pode ou não. Acredito que esse seja o melhor caminho, sendo necessário uma conversa entre Capitania dos Portos, Inea, Prefeitura de Niterói e a Câmara de Vereadores”

Marcondes Nery, instrutor de remo e empresário, explica que o grupo estava próximo à estação do Catamarã, quando avistou a rede.

“Achamos estranho a presença de uma rede neste local. Ali, realmente tem passagens de tartarugas. Quando nos aproximamos, logo vimos os animais presos e aí começamos o resgate. Demoramos quase uma hora para soltar as dez que estavam presas. Infelizmente não conseguimos salvar todas”

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), questionado sobre a presença do tipo de rede no local, informou que fiscaliza, regularmente, a pesca predatória em águas interiores (baías e as praias localizadas no interior das mesmas). Em outubro de 2020, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais, o Inea e a Capitania dos Portos vistoriaram embarcações pesqueiras na Baía de Guanabara. À época, a equipe constatou que as mesmas não estavam em desacordo com a legislação de pesca.

A Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói informou que recebeu um chamado através do número 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), sobre uma tartaruga na areia de Charitas. Quando as equipes chegaram ao local, acompanhados de integrantes do projeto Aruanã, o animal estava morto. Como ocorre nesses casos ou em situações em que as tartarugas estão feridas, a Guarda encaminha para o Econservation PMP-BST (pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), parceiros que atuam na área de animais marinhos.

A guarda informa ainda que mantém uma parceria com o Inea quando existem denúncias de pesca predatória, para que o órgão atue no mar fiscalizando, e que, neste caso específico, nenhuma denúncia foi relatada.

Quem são elas

Rodrigo Moura, biólogo marinho e professor de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) explica que os animais em questão são indivíduos jovens da espécie tartaruga-verde, de nome científico é Chelonia mydas.

“É uma das espécies mais comuns nas águas costeiras do sudeste brasileiro. Elas passam alguns anos próximas à costa e quando atingem a maturidade fazem migrações para desovar em ilhas oceânicas, como Trindade, Atol das Rocas e Fernando de Noronha”

Rodrigo atenta que a mortalidade desses animais durante o período em que vivem próximo à costa é muito elevada.

“A poluição e as redes de pesca são as principais ameaças. A recuperação ambiental da Baía da Guanabara precisa urgentemente ser levada a sério. Com o elevado nível de degradação já alcançado, os municípios do entorno perdem muito da sua qualidade de vida. Esse tipo de ocorrência nos mostra que a baía ainda está viva e pode ser recuperada. É preciso agir antes que seja tarde demais”, destacou o especialista.

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