quarta, 21 de outubro de 2020

Vila Mimosa será reaberta no Rio

Entrada da Rua Ceará - Vila Mimosa
Entrada da Rua Ceará, principal via de acesso para a Vila Mimosa. Foto: Google StreetView

Interditada desde dezembro, a Vila Mimosa – tradicional ponto de boêmia do Rio – pode ser reaberta já nas próximas semanas. A administração do espaço e o Corpo de Bombeiros entraram em acordo durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incêndios nesta sexta-feira (13).

A partir do acordo, será elaborado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A 6ª oitiva da CPI, presidida pelo deputado Alexandre Knoploch (PSL), focou nos riscos infraestruturais da Vila Mimosa.

Em segundo momento, a reunião deve discutir a tragédia do Ninho do Urubu, envolvendo o Clube de Regatas Flamengo.

Interdição

Reduto de prostituição no Rio, a Vila Mimosa foi interditada pelo Corpo de Bombeiros após acionamento de deputados da CPI, que acompanharam a diligência.

“Existia um perigo iminente na questão de incêndio e de pânico em caso de evacuação. Além de uma série de exigências a serem cumpridas”, afirmou o presidente da CPI, Knoploch.

O vice-presidente da comissão, Rodrigo Amorim (PSL), exibiu fotos do espaço, onde foram encontradas instalações precárias de ar-condicionado e máquinas de música, além de espaços voltados às religiões de matrizes afro-brasileiras com velas.

Diante da apreensão de drogas etiquetadas na Vila durante a vistoria, o parlamentar chegou a afirmar que há indícios de que o espaço é uma “estica” do tráfico.

Pendências

Reunião aconteceu na Alerj com diferentes representantes da sociedade civil. Foto: Eduarda Hillebrandt
Reunião aconteceu na Alerj com diferentes representantes da sociedade civil. Foto: Otacílio Barbosa/Alerj

Após o episódio, a Vila contratou uma empresa para tentar regularizar a infraestrutura e alvarás.

Camila Zanguini, administradora do projeto de desinterdição, afirmou que seis dos sete itens exigidos pela corporação foram sanados.

Porém, a quarta tentativa de desintegração foi negada pelo Corpo de Bombeiros no início da semana, pela necessidade de adequação da rede elétrica.

A Vila Mimosa já fez a instalação de sinalização, desobstrução de saídas de emergência, instalação de extintores e reparos na instalação de gás.

Segundo Zanguini, as obras devem custar R$ 300 mil e dependem de fundos arrecadados pela atividade da Vila.

Acordo

A administração da Vila defendeu que o espaço seja reaberto sob a condição de conclusão das obras na rede elétrica em seis meses.

“Não há condição de funcionamento, mas descartamos o risco iminente”, esclareceu o tenente coronel Anderson Friess, da CBMERJ.

Os oficiais concordaram em dar andamento à desinterdição, mas destacaram a pendência de um engenheiro assinando responsabilidade técnica das instalações elétricas no período.

Amorim, o relator, garantiu que o acordo deve ser concluído dentro de uma semana.

Contestação

A diretoria da Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa (Amocavim) esteve na audiência.

A advogada da Amocavim, Heredia Alves, pontua que a interdição do espaço prejudicou 5 mil trabalhadoras, além de comerciantes.

Sem o aparato da Vila, explica Heredia, as trabalhadoras ficam expostas à violência e calotes nas ruas do entorno.

A manifestação de prostitutas da Vila, que aconteceria no Palácio Tiradentes, foi cancelada diante do receio de exposição das profissionais.

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