domingo, 25 de outubro de 2020

Witzel critica prefeituras por ocupação desordenada em encostas

Rolamento de pedra após fortes chuvas deixou mortos no Morro da Boa Esperança, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói, em novembro de 2018 (Foto: Arquivo/Davi Fernandes)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sobrevoou nesta quinta-feira (7) áreas atingidas pela chuva, que deixou cinco mortos na capital, e criticou a falta de fiscalização dos municípios fluminenses em relação à ocupação irregular de terrenos. Witzel classificou a situação de  abandono e afirmou que o problema se arrasta há décadas. 

“O que pude constatar de Guaratiba até o início da [Avenida] Niemeyer é que toda a encosta tem uma ocupação desordenada. Isso é fruto de abandono da organização urbanística da cidade. O resultado, infelizmente, são essas tragédias a que estamos assistindo”, disse Witzel.

Segundo o governador, a Defesa Civil estadual contabiliza 80 mil famílias vivendo em áreas de risco no Rio de Janeiro.

“É preciso que os prefeitos façam o seu dever de casa. Eles têm que fiscalizar, notificar, retirar essas pessoas e planejar novas áreas de expansão imobiliária.”

O governador antecipou que esse planejamento será tratado na Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, fórum que vai reunir prefeitos de 22 municípios e representantes do governo do estado. Ainda neste mês, começarão a ser divulgadas as datas das reuniões. 

Witzel disse ainda que será apresentado em breve o projeto do programa Comunidade Cidade para as favelas do Vidigal e da Rocinha, áreas duramente atingidas pelo temporal de quarta-feira (6).

“A Cedae [Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro] vai alocar R$ 500 milhões em recursos para que possamos abrir ruas com saneamento básico naquela região, fazer a remoção das áreas mais criticas e contar com a colaboração da própria comunidade para construir essas edificações ao longo da Rocinha”, informou o governador.

O secretário de Defesa Civil do estado, Roberto Robadey, pediu que a população fique atenta aos alertas emitidos pelo órgão. Robadey pediu que os moradores do estado enviem uma mensagem SMS com seu CEP para o número 40199. A partir desse cadastro, eles serão alertados sobre situações de risco nos arredores. 

“Enquanto não conseguimos remover todas essas famílias [em áreas de risco], o que não vai acontecer da noite para o dia, é preciso que elas acompanhem os alertas de Defesa Civil e busquem um lugar seguro que as prefeituras oferecem, ou mesmo a casa de parentes ou amigos, até que a situação de risco passe”, acrescentou o secretário. 

(Fonte: Agência Brasil)

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