segunda, 19 de outubro de 2020

Abel Braga e Flamengo jogam “o ano” contra o Peñarol

Time embarcou para Montevidéu, onde enfrenta o Peñarol. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Quarta-feira, 08 de maio. Um dia normal, uma quarta de trabalho como qualquer outra, mas não para os amantes do futebol que sempre esperam um jogo para ver à noite. Como de costume, é dia das competições internacionais. E a Taça Libertadores está inclusa.

O Flamengo enfrenta o Peñarol (URU) em Montevidéu nesta quarta. Poderia ser um jogo “simples” (não fácil), porém a equipe Rubro-Negra complicou tudo. Veja bem, a competição é difícil. Não é tão fácil jogar na altitude duas vezes, enfrentar equipes que costumam “catimbar”. Mas essa não foi a dificuldade. O próprio time se enrolou, se enrascou, absolutamente sozinho. E não foi só na Liberta. Veja só.

Flamengo 0x1 Peñarol

Certamente, você torcedor Rubro-Negro ou torcedor adversário, se lembra da derrota para o clube uruguaio em pleno Maracanã. Esse foi o jogo em que a imaturidade reinou dentro de campo. Um Flamengo esquisito, atabalhoado, acuado, nem parecia o mandante daquela partida. E, para piorar, você se lembra que Gabriel entrou de maneira absurda no adversário e foi expulso. Foi também nesse jogo que o treinador Abel Braga não pôs De Arrascaeta em campo e fez surgir os primeiros berros de “Burro”. A Imaturidade da equipe era nítida em recuos, falta de ofensividade com um time tão rico na linha de frente. Conclusão: Viattri entrou no 2ºT e fez no final, o primeiro e único gol dos amarelos e, assim, sacramentou uma crise por algumas semanas no Rio de Janeiro.

LDU 2×1 Flamengo

Eu poderia nem falar desta partida. Afinal, um jogo na altitude, com uma equipe cascuda (porém fraca) é realmente difícil. O tipo de partida que chamamos de “chata”. Justamente por ser muito pegada. No entanto, foi justamente ao contrário. Ainda está fresco na nossa memória aquele gol (irregular) de Bruno Henrique que surpreendeu a todos e abriu a contagem vermelha e preta. O que parecia improvável aconteceu. E quando tudo apontava para a dominância do clube carioca, o famoso “cozinhar o jogo”, as coisas desandaram. Num chutão de Pará, a bola voltou com outro chutão, dessa vez Equatoriano. Não sei o que Léo Duarte estava fazendo, mas ele dormia, e a bola foi complementada pelo atacante da equipe da casa.

Chegando para o fim do jogo, a LDU fez o segundo gol e sacramentou a vitória. Na verdade, nem é tão problemática a vitória da equipe da casa. O que é absurdo é um flamengo sem tática, sem noção em campo, de novo acuado, esperando o ataque do outro e nunca tomando iniciativa. Sempre tentando jogar qualquer bola para cima e ver se Bruno Henrique acha algo. Vale ressaltar que foi um dos primeiros jogos que Abel inventou (essa é a verdade) colocar Gabriel na direita, Éverton no meio e Bruno no centro quando todos sabem que ambos rendem justamente fora destas posições.

São Paulo 1×1 Flamengo

No último domingo (5), o Fla foi totalmente alternativo para jogar no Morumbi. E quem esperava um domínio do São Paulo foi surpreendido com um gol de Berrío com menos de 10 minutos da 1º Etapa. E mais uma vez, o jogo esteve a favor do +Querido. Era só “cozinhar”. À Beira do campo, Abel entrou com três volantes. A ideia era mesmo segurar lá atrás e tentar alguma coisa na correria desenfreada de Berrío. Como falei anteriormente, deu certo. Uma vez. Só uma vez. Essa tática permaneceu até os 30’ do 2º Tempo. Isso porque o São Paulo foi todo para cima e deixou a defesa toda exposta.

Qualquer um pensaria que é nessas horas que se coloca um Bruno Henrique, um Gabriel… Qualquer jogador para perturbar o adversário e finalizar a partida num contra-ataque mortal. Mas, mais uma vez, foi chegando, chegando, chegando para atrás. Até que Tchê-Tchê fez o gol e empatou o jogo. Mais uma vez, não era para estarmos falando desse jogo.

Empatar com uma equipe como é o SPFC e fora de casa é normal. Até bom. Mas não da maneira que foi. Faltou o “feeling” ao entender que a ideia de início foi boa, mas acabou ao fim do 1º Tempo. Aos 10’ do 2º Tempo, já tinha jogador prendendo a bola, fazendo cera, caindo… Será que ninguém percebeu que ainda faltavam 35 minutos para jogar?

De 9 possibilidades, uma elimina o Flamengo

Repito: das 9 possibilidades de resultados, uma elimina o Flamengo. Isso significa a vitória da LDU em casa contra o San José e a vitória do Peñarol contra a equipe do Rio de Janeiro. Alguém acha isso difícil? A verdade é que a imaturidade do time deu provas que pode colocar um ano todo a perder, inclusive com a queda de seu técnico. Particularmente, sou fã de Abel Braga e o acho um grande técnico. Mas de fato não há como compreender as várias mexidas sem necessidade e uma falta de padrão do time. Mudanças de posicionamento na hora do jogo são boas e funcionam. Parabéns às transições dos atletas, mas o posicionamento inicial está deixando a desejar. Gabriel caiu de produção na ponta, Arrascaeta sumiu, Éverton Ribeiro ainda respira.

O fantasma da eliminação contra o San Lorenzo no fim jogo e a “bolinha da Globo” notificando gol que prejudicava o Fla, voltam a assombrar a Gávea. Uma coisa é certa: uma eliminação é prejudicar o ano todo do Flamengo. Isso significa que o treinador deve sair? Difícil responder. Afinal, ainda tem o Brasileiro. Não sei se ele é o culpado por imaturidade dentro de campo, mas certamente é o responsável por não corrigi-lo.

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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