sábado, 05 de dezembro de 2020

Os games do ano – quem merece o ‘Oscar dos jogos’?

Assim como foi para todo o mundo (literalmente), o mundo dos games também teve um ano conturbado, repleto de adiamentos (Cyberpunk 2077 que o diga, o game deveria ter sido lançado em abril e já foi adiado duas vezes, estando com a data de estreia atual para dezembro) e lançamentos prejudicados por conta da COVID-19. Porém, mesmo assim, o ano que marca o início da nova geração dos consoles (afinal, Playstation 5 e Xbox Series S/X chegam essa semana nas lojas), faz um bom encerramento com diversos destaques. E para celebrar esses jogos, o The Game Awards, evento anual de premiação (no maior estilo Oscar dos games), anunciou hoje (18) os indicados ao Game do Ano, que iremos falar um pouco sobre cada um deles agora:

Animal Crossing – New Horizons (Nintendo Switch)

                Animal Crossing talvez tenha sido um dos games que mais teve impacto esse ano, por trazer um escapismo da caótica realidade que vivemos. No jogo você cria um avatar, o mais parecido com você possível, e ajuda Tom Nook (um guaxinim) a transformar uma ilha deserta no lar perfeito para os “villagers”, que são animaizinhos fofos com personalidades distintas que irão te ajudar a regar plantas, colher frutos e arrumar confusão um com outro para que você resolva tudo no final. Além disso, o jogo é incrivelmente personalizável e permite que seus amigos, que também jogam, visitem a sua ilha e interajam com seus “villagers”.

Animal Crossing – New Horizons já é um completo sucesso dentro da Nintendo, já que ocupa a 3ª posição no ranking de vendas da empresa, mesmo tendo sido lançado há apenas 8 meses, desbancando jogos que estão disponíveis na plataforma a pelo menos 3 anos.

DOOM – Eternal (Playstation 4 e 5, Xbox One e Series S/X)

 Se de um lado temos a fofura de Animal Crossing, do outro temos o terror de DOOM Eternal. O novo jogo da franquia que teve início em 1993 te coloca na pele de “Doomslayer”, um soldado intergaláctico que deve proteger a Terra de dezenas de demônios que querem invadi-la. O game em primeira pessoa é extremamente frenético, com hordas enormes de inimigos, cenários perigosíssimos e um rock pesado como trilha sonora, fazendo com que o coração se mantenha acelerado durante toda jogatina. Talvez, essa sensação vibrante durante todo o game, associado a ótimos gráficos e uma boa história de fundo faça com que Doom leve o prêmio para casa…. se não fosse pelo próximo concorrente.

The Last of Us II (Playstation 4)

Trazendo uma narrativa extremamente complexa, dolorosa e realista, The Last of Us II encerra a história de um pequeno grupo de pessoas que tenta sobreviver a um apocalipse causado por um vírus mortal que se espalha por fungos. O jogo mistura ação, terror, tiroteios e muito drama, sendo impossível não derramar lágrimas em algum momento do jogo. Até agora, o exclusivo da Sony, é apontado como o favorito para o prêmio, já que é também um dos maiores indicados em diversas outras categorias, incluindo melhor narrativa, trilha sonora, melhor direção e melhor jogo de ação.

Ghost of Tsushima (Playstation 4)

Sendo considerado um dos jogos mais difíceis do ano, Ghost of Tsushima te transporta para 1274 no papel de um samurai que deve defender o Japão de diversas ameaças. Além de bons gráficos, o game traz uma história densa, um grande mundo aberto repleto de missões e uma jogabilidade incrível, que exige do jogador uma grande habilidade no joystick para montar combos e sobreviver ao complexo sistema de lutas. O que mais impressiona no game é a naturalidade como os eventos nele ocorrem, fazendo com que o jogador nem sinta o tempo passar, seguindo apenas o “vento guia” durante a aventura e ficando nela por horas a fio.

Final Fantasy VII Remake (Playstation 4)

Com a tarefa de atualizar o clássico Final Fantasy VII (lançado em 1997), o remake do jogo consegue demonstrar a sua excelência ao ser indicado ao Game do Ano. Final Fantasy VII Remake irá contar a história do mercenário Cloud, que se une a um grupo de resistência para vencer uma grandiosa e corrupta corporação. O game traz um sistema de lutas inovador, que mescla ação com um combate por turnos, fazendo com que o jogador tenha que controlar mais de um personagem para vencer o inimigo. Tal elemento, combinado com ótimos gráficos e cenas de ação dignas dos maiores filmes de Hollywood, fazem o game ser um dos mais belos a ser jogado e (por que não?!) assistido.

Hades (Nintendo Switch e PC)

No meio de tantos gigantes, temos o surpreendente Hades, que também concorre na categoria Melhor Jogo Independente. Já pelo nome você possui uma pista do que o game se trata: você é o filho de Hades que deve enfrentar os mais diversos monstros e deuses para fugir do inferno. Apesar de não ter gráficos realistas, o jogo possui uma identidade artística fantástica, diálogos hilários e um sistema de progressão realmente desafiador, em que uma morte pode te fazer retornar mais do que gostaria e uma vitória lhe dará o maior prazer que puder imaginar. Hades se destaca por juntar perfeitamente a facilidade no combate com a complexidade no preparo para ele, fazendo com que você pense duas vezes em qual arma ou habilidade se equipar antes de entrar no próximo salão do inferno.

Mas no final de contas, quem merece o título de Jogo do Ano?

 Bem, confesso que todos os games apresentados são maravilhosos e se destacam por suas características, imersão e sensações que passam ao jogador, seja por tirá-lo do mundo real, colocá-lo em situações extremamente difíceis, lhe arrancar boas gargalhadas ou fazer com que seu coração bata acelerado enquanto enfrenta seus inimigos. Sendo assim, qualquer um desses que conseguir o prêmio, será merecidíssimo (apesar dos fãs de determinados games já estarem fazendo campanha contra os outros), restando apenas esperar até 10 de dezembro quando conheceremos o verdadeiro ganhador desse troféu.

Obs: Apesar do favoritismo em The Last of US 2, minha torcida vai para Animal Crossing, DOOM Eternal e Hades =D

Formado em Letras (Português-Literatura) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Jonny Salles é acionado pelo mundo nerd, que acompanha, debate e vivencia, seja numa roda de amigos, ou em seu canal do Youtube ‘Geek Barba’.

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