terça, 24 de novembro de 2020

Como sua empresa reabrirá?

Foto: Divulgação/Internet

O mundo tem convivido com medidas drásticas de isolamento social, desencadeadas pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Tais medidas afetam a economia, e como consequência disso, provocam crises na maior parte das empresas. Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o surto da doença como uma pandemia, o que levou diversos estados e municípios a decretar estado de Calamidade Pública.

Muitas empresas precisaram fechar as portas ou até mesmo dispensar funcionários, rescindindo contratos de trabalho, sem nem mesmo ter caixa para pagar a rescisão, remetendo a uma profunda crise financeira e econômica, com a paralisação quase que completa, face a imposição
das pessoas permanecerem em casa.

O combate a pandemia tem tido como protagonista a intervenção do Estado, a fim de conduzir a ordem econômica para garantia do bem estar da população e da economia como um todo. Desta forma, algumas ações vêm sendo realizadas, tendo em vista o equilíbrio entre a necessidade do distanciamento e a sobrevivência das empresas.

As ofertas de crédito aos microempresários e empresários de pequeno porte, bem como os programas de manutenção de emprego e renda aos trabalhadores, constituem uma espécie de cardápio legislativo com o objetivo de atenuar os impactos econômicos no mundo empresarial. Considero tais medidas pertencentes à primeira fase do enfrentamento à crise, na qual é preciso analisar e encontrar respostas rápidas para o cenário financeiro.

A segunda fase consiste na execução das medidas trabalhistas e econômicas oferecidas pelo governo, a saber: foco nas áreas críticas detectadas, adesão ao teletrabalho, redução de impostos, aquisição de empréstimos, concessão de férias antecipadas, fruição do banco de horas, redução de salários e suspensão de contratos de trabalho dentre outras.

A terceira fase trata-se do gerenciamento do enfrentamento à crise na expectativa de reabertura do negócio, que, além do embate econômico, deparou-se com uma mudança de paradigmas. Acelerou-se a chegada de um mundo novo, caracterizado pela digitalização de processos em massa e cujos atores somo nós; houve uma escalada tecnológica, na qual tudo,
ou quase tudo, é resolvido à distância.

A mudança de paradigmas impacta não só o fluxo dos processos; tal mudança vai além disso, uma vez que houve uma mudança comportamental forçada pelo distanciamento social. Obviamente há um impacto emocional na população, que pode oscilar entre a euforia e o
desespero; logo, seu funcionário também será afetado por esse cenário.

Portanto, ao retomar as atividades, os colaboradores precisam encontrar um ambiente seguro e estável, porque os resultados projetados para este cenário de esperança e recuperação influenciarão para que um comportamento fragilizado e desanimado, decorrente de tantas
mudanças ocorridas, dê lugar à atitudes positivas em relação ao trabalho a ser executado.

Lembre-se: seu velho “novo” funcionário também administrou um novo modelo de vida, que incluiu um local de trabalho temporário (home office), diferentes amigos de trabalho (os filhos); a nova forma de contrato de trabalho (teletrabalho), de comunicação (remota/WhatsApp/online) e de remuneração; férias não planejadas (decorrentes das medidas provisórias);
além disso, postergou a luz, o financiamento habitacional, e preocupou-se com o alimento, dentre outras responsabilidades financeiras. Tudo isso deve ser levado em consideração no momento em que o trabalho voltar a ser presencial.

Diante do exposto, conclui-se que a reabertura das empresas acontece num cenário de disrupturas . Por isso, nesse momento é fundamental na relação de trabalho considerar o novo ciclo e o momento que estamos vivendo. Faz-se necessário, portanto, solucionar entraves nos paradigmas de gestão e liderança tradicionais, para melhor comando, controle e sobrevivência
do seu negócio. Assim se criarão as condições necessárias para a sustentação e recuperação em um novo ambiente corporativo.

Karinne Pierre – É gestora de Departamento Pessoal, Técnica de Recursos Humanos e especialista em Legislação Trabalhista e Previdenciária.

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