sábado, 24 de outubro de 2020

Atriz americana compartilha petição que pede justiça para João Pedro

Viola Davis interpretou a personagem Annalise Keating, protagonista da série ‘How to Get Away With Murder’. Foto: ABC

A atriz norte-americana Viola Davis usou as redes sociais, na noite deste domingo (3), para pedir por justiça sobre a morte do adolescente João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. O menino foi morto durante operação da Polícia Federal (PF) com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no dia 18 de maio, e teve o corpo ocultado da família por mais de 16 horas.

A petição já acumula quase 1 milhão de assinaturas do mundo inteiro. A atriz compartilhou o link usando a hashtag #BlackLivesMatter (‘vidas negras importam’, em tradução). Nos Estados Unidos, uma onde de protestos tomou conta das ruas por causa da morte de George Floyd, no dia 25 de maio. Ele morreu durante uma abordagem policial em que o agente pressionou o pescoço do homem por mais de cinco minutos.

Caso

João Pedro foi baleado dentro de casa, na localidade de Itaoca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. De acordo com a familiares, a residência foi alvejada por mais de 70 disparos. O adolescente estava com amigos jogando sinuca no quintal, quando foi surpreendido pela operação policial.

Após ser ferido, João foi transportado por uma aeronave da Polícia Civil para uma base no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, onde foi constatado o óbito. No entanto, familiares ficaram sem notícias do jovem por mais de 16 horas, quando corpo foi localizado no Instituto Médico Legal (IML), em Tribobó.

A família está sendo assistida pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio e o caso sendo investigado Delegacia de Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNISG), com o olhar do Ministério Público do Rio (MP-RJ). A polícia já revelou o calibre da bala que matou o adolescente, que é 556, mesmo utilizado por policiais civis na operação.

Um dos agentes envolvidos na ação havia relatado em depoimento que tinha utilizado um fuzil 762. No entanto, uma semana depois, o policial teria mudado o testemunho e afirmado ter usado uma arma com o calibre igual ao que atingiu João Pedro. Familiares ainda serão ouvidos, nesta semana, na sede da especializada.

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