terça, 27 de outubro de 2020

Polêmicas, luxo e falhas de harmonia marcam primeiro dia do grupo especial

Estação Primeira de Mangueira trouxe a representação de Jesus nos dias atuais. Foto: Plantão Enfoco

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial, neste domingo (23), foi marcada por muito luxo, desfiles polêmicos e falha desastrosa, na Marquês de Sapucaí. Sete escolas se apresentaram e, entre elas, as que mais se destacaram foram a Unidos do Viradouro, a Estação Primeira de Mangueira e a Acadêmicos do Grande Rio.

Quem inaugurou a avenida foi a Estácio de Sá, que trouxe o enredo “Pedra”. Campeã no ano passado no grupo da Série A, a escola explorou a simbologia da pedra representando a permanência do tempo. A agremiação contou a história passando por Minas Gerais com a exploração de diamantes e outras pedras preciosas sob o controle da Coroa Portuguesa.

A segunda escola a desfilar foi a Unidos da Viradouro, que trouxe inovação, carros luxuosos e colocou o samba na boca do público. A Vermelho e Branco de Niterói contou a história das Ganhadeiras de Itapuã, com o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, assinado pelos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon.

Em seguida, a Estação Primeira de Mangueira entrou na avenida para causar polêmica, em busca do bicampeonato da elite do carnaval. A Verde e Rosa trouxe a volta de Jesus Cristo no contexto atual de violência, preconceito, intolerância e perseguição. O enredo “A Verdade Vos Fará Livre” foi elaborado pelo carnavalesco Leandro Vieira.

A comissão de frente da escola trouxe um Jesus nos dias atuais. Foto: Plantão Enfoco

A quarta escola a desfilar foi a Paraíso do Tuiuti que trouxe o enredo “O Santo e o Rei: Encantarias de Sebastião”. A agremiação partiu do sagrado encantamento para estabelecer uma relação entre as vidas e trajetórias de São e Dom Sebastião.

A Acadêmicos do Grande Rio foi uma das que mais se destacaram na avenida durante o primeiro dia de desfiles. A escola contou a história do pai de santo baiano, Joãozinho da Gomeia, que fez história como um dos mais conhecidos líderes religiosos do país.

A penúltima escola a desfilar foi a União da Ilha do Governador, que apresentou um desfile comprometido com muitas falhas, a principal delas na harmonia. A agremiação, que trazia a rotina da população de baixa renda do Rio de Janeiro, de forma sociopolítica e cultural, ficou prejudicada quando um dos carros travou na avenida. As alas à frente precisaram avançar e um enorme buraco se abriu na avenida.

Carro travou e causou um enorme buraco na avenida. Foto: Plantão Enfoco

Para fechar a noite com chave de ouro foi a vez da Portela trazer tradição e emoção para a avenida. A escola de Madureira apresentou um conto indígena através do enredo “Guajupiá, Terra sem Males”. O samba-enredo, principalmente o refrão “Auê, Auê, a voz da mata, Okê, Okê Arô” pegou na arquibancada, que vibrou com a passagem da escola.

Escola trouxe a tradicional Águia no carro abre-alas, que emitiu som. Foto: Plantão Enfoco
(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-1023799-1', 'auto'); ga('send', 'pageview');

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *