Sala Cecília Meireles retoma atividades no formato virtual

Confira a programação até dezembro. Foto: Divulgação Cultura Rj

O Rio vai ganhar de volta uma das mais tradicionais salas de concertos do País. Fechada pela pandemia, a Sala Cecília Meireles, cravada em tradicional área da região central da cidade, vai retomar as atividades no primeiro dia de agosto.

Desde sua criação em 1965, a casa abriu seu palco para grandes apresentações, como a da Orquestra Petrobras e o Festival de Música da Rádio MEC FM.

Reconhecida internacionalmente como um dos principais espaços para a música de concerto, com um sistema de som considerado um dos melhores da América Latina, a Sala Cecília Meireles faz parte da arquitetura de um dos bairros cariocas mais imponentes, a Lapa. 

É ali, no vai e vem de carros e pessoas, que o prédio erguido em 1896, e abrigou diversas atividades, de mercearia a cinema, se transformou em espaço para um variado time de artistas, oferecendo ao público o que há de melhor em espetáculos musicais. 

E nem o logo período de reforma no passado, nem mesmo o atual momento de isolamento social, parece capaz de interromper a trajetória e o sonho, o projeto de que a sala também funcione como um polo difusor de conhecimento.

Como a poetisa que dá nome ao espaço, a sala se reinventa, cria, recria. E, sem perder a elegância, ganha um novo endereço: o das plataformas digitais. É no Youtube que a partir do dia primeiro de agosto, começa a temporada 2020 de espetáculos.

A agenda de concertos 2020 contempla todas as vertentes musicais que sempre encontraram espaço na sala. “Blim, Blem, Blom”, realizado em parceria com a Rádio MEC FM, abre a programação, no dia primeiro, ao meio-dia, dentro da série “Concertos Petrobras para Todas as Famílias”.

Em setembro e novembro, os destaques são as sonatas para violino e piano de Beethoven. Já em outubro, o foco será a música barroca. E em dezembro, fechando o ano, a agenda terá o espetáculo Canção da Terra, de Mahler.

Durante as transmissões online serão recolhidas doações para o Sindicato dos artistas e técnicos do Rio de Janeiro. Após as transmissões, as apresentações ficarão disponíveis no YouTube, e farão parte do acervo digital da Sala Cecília Meirelles.

Toda a programação está disponível na página da sala.

Agência Brasil

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