quinta, 21 de janeiro de 2021

Duro golpe: com gol aos 49 do segundo tempo, Maricá perde acesso

O futebol pode ser cruel. Depois de uma excelente campanha e o título da Taça Corcovado, o Maricá chegou no jogo desta quarta-feira (9), No Alzirão, precisando de apenas um empate diante do Sampaio Corrêa para garantir o acesso à Série A do Campeonato Carioca. Mas acabou perdendo a vaga ao sofrer um gol aos 49 minutos do segundo tempo.

O time da casa começou o jogo muito recuado e sofreu pressão durante quase todo o primeiro tempo. No segundo, apesar de ter equilibrado as ações, acabou sofrendo o primeiro gol. Mas não desistiu, lutou e conseguiu um empate a 20 minutos do fim. Até que, nos segundos finais de jogo, uma falta quase na linha da área acabou com o sonho do Tsunami da Região Oceânica.

A tristeza do capitão PH diante da eliminação. Foto: Pedro Conforte

O jogo

Logo aos dois minutos, Alexandro foi acionado pela direita e cruzou, mas o goleiro Júlio interceptou. Aos quatro, Bersan cruzou falta lateral na área e o zagueiro Espinho cabeceou para fora.

O Maricá preferiu se fechar em duas linhas bem compactas, deixando Badola isolado na frente, enquanto o Sampaio Corrêa buscava uma pressão explorando bolas esticadas para os laterais e também buscando os dois bons atacantes, Alexandro e Emerson Carioca.

Aos sete, Walber acionou Lelê pela esquerda. Ele invadiu a área, mas foi bloqueado na hora do cruzamento. Aos 12, Alex cruzou pela direita e o goleiro subiu mais alto que Badola, cortando e sofrendo a falta na sequência.

Como em qualquer decisão, também houve confusão. Em troca de empurrões no meio de campo, Alex, do Maricá, e Jefinho, do Sampaio Corrêa, foram expulsos logo aos 15 minutos. Os dois times ficaram com dez jogadores e, naturalmente, a partida ficou mais aberta.

O capitão Paulo Henrique foi punido com o cartão amarelo por um carrinho pesado quando o Sampaio Corrêa puxava contra-ataque aos 20 minutos. Na sequência, aos 23, Alexandro subiu mais que a zaga e cabeceou no canto. O goleiro Júlio fez ótima defesa e, no rebote, o bandeira pegou impedimento do ataque do Sampaio.

O jogo foi muito disputado no Alzirão. Foto: Pedro Conforte

Aos 27, em mais uma bola levantada em falta lateral, Roberto cabeceou na trave. Na sequência do lance, o Maricá respondeu e deu seu primeiro chute a gol com Lelê, que arriscou de longe e viu a bola subir muito.

Nesta altura do jogo, o time de Saquarema conseguia chegar com mais peso no campo de ataque, quase sempre pelo lado direito. O lateral Léo fazia boas triangulações e conseguia faltas na linha de fundo ou escanteios, sempre perigosos pelo forte jogo aéreo dos visitantes.

Aos 31, Emerson Carioca dominou pela esquerda e atravessou todo o campo, abrindo para Léo cruzar, mas Carlinhos cortou para escanteio. Na cobrança, a zaga cortou e Patrick pegou o rebote, chutando com perigo para fora.

Precisando do resultado, o Sampaio Corrêa trabalhava bem a bola e pressionava em busca do gol. Já o Maricá não conseguia encaixar os contra-ataques e pouco ficava com a bola.

Aos 36, a melhor chance do primeiro tempo. Bersan recebeu enfiada de bola, saiu na cara do goleiro Júlio e chutou por cima, perdendo grande oportunidade de abrir o placar para os visitantes.

Bersan perdeu grande chance. Foto: Pedro Conforte

Na sequência, aos 38, Magno recebeu em escanteio curto e bateu para defesa do goleiro Zé Carlos. Aos 43, bom contragolpe do Maricá: Magno cruzou e Lelê acertou um bonito voleio, mas a bola explodiu na zaga. Aos 44, o mesmo Lelê tentou uma bicicleta, mas mandou pela linha de fundo.

Lelê acertou bonito voleio. Foto: Pedro Conforte

Diante do panorama do primeiro tempo, o Maricá resistiu bem à pressão e comemorou o apito final do árbitro. O time da casa sentiu mais as expulsões precoces e não conseguiu se organizar para fazer um jogo mais tranquilo. No jargão popular, “soube sofrer”.

Segundo tempo

Com Sidney no lugar de Dreivison, o Maricá voltou para o segundo tempo tentando sair mais para o jogo. Logo no primeiro minuto, escanteio cobrado na área e Áthyla cabeceou para fora. Aos quatro, em ótimo contra-ataque, Lelê deu bonito drible, mas acabou chutando sem direção.

O Maricá equilibrou as ações e passou a ficar um pouco mais com a posse de bola. Até os dez minutos, o jogo foi morno. Aos 11, em falta perigosa na entrada da área, Emerson Carioca colocou no canto mas o goleiro Júlio foi bem e espalmou para escanteio.

Aos 12, em arrancada incrível de Lelê desde o campo de defesa, o goleiro Zé Carlos fez milagre e interceptou o cruzamento – que encontraria Walber, sozinho, de frente para o gol. Em seguida, aos 14, Espinho arriscou de longe e soltou uma bomba para nova intervenção de Júlio.

Mas, na cobrança do escanteio, veio o golpe: Roberto Júnior dominou dentro da área e empurrou para a rede, colocando o Sampaio na frente aos 15 minutos. A zaga do Maricá pediu toque de mão, mas o juiz ignorou. Gol confirmado e fim da vantagem. O time da casa precisaria buscar o empate nos últimos 30 minutos.

Roberto colocou o Sampaio na frente. Foto: Pedro Conforte

Aos 19, com o Maricá ainda atordoado, o Sampaio chegou pela direita e Emerson Carioca emendou o chute para fora.

Para a alegria dos maricaenses, o gol de empate veio aos 24: em bola disputada dentro da área, Sidney ajeitou e Athyla chutou forte para estufar a rede. Vibração intensa de alegria e alívio dentro de campo. Faltavam pouco mais de 20 minutos para o acesso à Série A do Cariocão.

Maicon iniciou o lance do gol de empate. Foto: Pedro Conforte

Aos 36, o Sampaio já ensaiava uma pressão. Em cruzamento cortado para a frente da área, Alexandro arriscou de primeira e a bola passou com perigo. Na sequência, aos 39, em nova falta lateral, Emerson Carioca desviou para defesa segura de Júlio.

O Maricá tentava, apesar do cansaço, contra-atacar em velocidade. Aos 40, Carlinhos recebeu em profundidade e arriscou o chute, para boa defesa de Zé Carlos. Em resposta, o Sampaio teve mais uma falta na entrada da área; aos 42, Emerson cobrou por cima da barreira, mas tirou demais do gol e mandou para fora.

O Sampaio apertava cada vez mais e buscava o gol da vitória na base do “abafa”. Aos 43, em chegada pela esquerda, Fumaça cruzou mascado e quase acertou o gol, mas Júlio deu um tapinha para escanteio.

Aos 46, teste para cardíaco: a bola sobrou para Wendson no segundo pau, ele dominou e chutou forte. A bola passou por todo mundo e tirou tinta da trave. Na sequência, aos 47, a bola sobrou para Alexandro na entrada da área e Paulo Henrique precisou fazer a falta para evitar o gol. O capitão acabou sendo expulso ao receber o segundo amarelo.

Na cobrança, Emerson Carioca soltou o pé, acertou a gaveta, a bola explodiu no travessão e entrou. Era o gol da vitória e da classificação do Sampaio Corrêa para a Primeira Divisão.

Antes do fim do jogo, cenas lamentáveis. Vários jogadores das duas equipes mancharam um ótimo jogo com uma briga generalizada dentro de campo após provocações do time de Saquarema.

Aos 67 minutos corridos, com a confusão já apartada, o Maricá ainda tentou um milagre ao lançar o goleiro Júlio para a área de ataque. Em falta cruzada para a confusão, Lekinho ainda desviou para fora. Mas não dava mais tempo. Fim do sonho para o Maricá Futebol Clube.

Resta ao clube manter o trabalho e tentar novamente na próxima temporada. Sampaio Corrêa e Nova Iguaçu, classificados para a Série A, disputam a final da Série B1 em duas partidas.

Sonho vivo

Na saída de campo, apesar da tristeza pela derrota, nada de lamentação. O presidente Arlen Pereira elogiou o grupo e afirmou que o acesso é só questão de tempo.

“A gente sabia que, se empatasse hoje, estaria na seletiva da Série A. Mas essa derrota só retardou o nosso trabalho. Acreditamos que temos time e estrutura para estar brigando por essa vaga. Isso é um projeto da cidade e desse grupo que está à frente do Maricá e a gente vai chegar lá”, concluiu.

Já o capitão Paulo Henrique, de 37 anos, também lamentou a eliminação – mas sem desistir de sonhar com a vaga na Primeira Divisão.

“É difícil falar agora. A gente tem que sair de cabeça erguida por tudo o que fez na competição. Principalmente na reta final, onde um grupo muito forte conseguiu suprir as ausências causadas pela Covid-19. Demonstramos nossa força hoje, lutamos até o final, mas não foi o resultado que queríamos. Foi feita a vontade de Deus. Agora é lutar por esse acesso novamente”, declarou.

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