sexta, 30 de julho de 2021

Maricá e Artsul empatam em jogo movimentado no Alzirão

Heltton, o melhor em campo, empatou para o Maricá no fim do jogo. Foto: Reprodução

Maricá e Artsul empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira (21) em partida válida pela segunda rodada da Taça Corcovado, o segundo turno da Série A2 do Campeonato Carioca. O duelo, disputado no Alzirão, em Itaboraí, foi bastante movimentado até o último minuto e comprovou o favoritismo de ambas as equipes na segundona do Estadual.

Após a derrota na abertura da segunda fase, quando poupou toda a equipe titular, o Artsul, campeão da Taça Santos Dumont, primeiro turno da competição, iniciou o duelo partindo para cima para tentar tirar o atraso na tabela. Aplicando uma verdadeira ‘blitz’ nos 15 primeiros minutos, os visitantes tiveram boas chances para abrir o placar, mas o jogo permaneceu empatado.

Já o Maricá, que começou a partida com o lateral-esquerdo Luan Gama e o centroavante Jonathan Chula no banco de reservas, poupados devido a dores musculares, entrou em campo utilizando o esquema 3-5-2. Notando a superioridade do aversário no início da primeira etapa, o técnico Marcus Alexandre retornou ao 4-4-2, esquema-base da equipe na competição, recuando Magno para a lateral-direita e empurrando o zagueiro Heltton para o lado esquerdo.

A mudança fez com que o Tsunami da Região Oceânica equilibrasse as ações e começasse a criar oportunidades de gol. Na melhor chegada maricaense nos primeiros 45 minutos, Lelê foi lançado por Magno nas costas da zaga e saiu na cara do gol, finalizando em cima do goleiro Bruno. Do lado do Artsul, a melhor chance de abrir o placar aconteceu no último lance antes do intervalo, com o meia Dedé cobrando falta na risca da grande área e parando em grande defesa do arqueiro Arthur.

Segundo tempo

A segunda etapa do confronto começou muito truncada, com diversas faltas na região de meio-campo. Sem conseguir trabalhar a bola no campo de ataque, ambas as equipes abusavam dos cruzamentos de longe até os 15 minutos – quando o camisa 8 do Artsul, Vitão, levantou demais o pé na dividida com Rafael França e acabou expulso pela dura entrada, deixando os visitantes com um a menos em campo.

Logo no primeiro lance após a expulsão, Heltton foi lançado em profundidade pela esquerda e cruzou no meio da área, encontrando Rafael França. O volante pegou mal na bola, mas ela caiu para Lelê, à feição, dentro da área. Ele pegou de primeira e mandou por cima, em mais uma grande chance do Maricá.

Os donos da casa ensaiaram uma pressão, mas mostravam nervosismo na hora de armar as jogadas, com pressa e ansiedade para concluir os lances. Sem capricho, o Tsunami via o tempo passar e a igualdade no placar permanecer. A 10 minutos do fim do período regulamentar, poucas eram as chances de perigo registradas na segunda etapa.

Quem não faz, leva. Aos 40 minutos, em um raro contra-ataque do Artsul, o zagueiro Índio errou o bote em velocidade e o camisa 11 Bruno Santos arriscou de longe, em bonito chute, acertando o canto esquerdo do goleiro Arthur, que nada pôde fazer. Infelicidade do sistema defensivo no momento em que o Maricá era superior em campo e atuava com um a mais.

Com as linhas recuadas e compactas, os visitantes reduziam demais os espaços e aproveitavam a falta de criatividade do setor ofensivo maricaense para administrar a vantagem no placar. As entradas de Lucas, Paulo Victor, Luan Patrick, Luan Gama e Jonathan Chula não surtiram efeito ao longo do segundo tempo. As atuações apagadas de Dedé, Lelê e Mauro também foram um ponto negativo para os mandantes.

Mas, aos 47 minutos, o Maricá conseguiu diminuir o prejuízo. No apagar das luzes, Dedé cobrou escanteio pela direita e encontrou o zagueiro Heltton no primeiro pau. Ele subiu mais que todo mundo e cabeceou firme, por cima, cruzado, acertando o ângulo do goleiro Bruno. Correndo contra o tempo, o Tsunami ainda lutou pela virada, mas não houve tempo suficiente.

Em outra dividida forte, já aos 52, Luan Gama desperdiçou a última cobrança de falta próxima à área e, no rebote, fez falta violenta, sendo expulso de campo. Apesar de ter dado apenas quatro minutos de acréscimo, o árbitro levou a partida até os 54 – quando encerrou a movimentada partida entre dois fortes candidatos ao título da Série A2.

A derrota seria péssima para o Maricá – não só por estacionar nos três pontos na tabela da Taça Corcovado, mas também pela pontuação geral do campeonato, pois ficaria com 13 pontos, sendo ultrapassado pelo Artsul, que chegaria aos 14. O empate deixou o Maricá com quatro pontos no segundo turno e 14 no geral, segurando os visitantes com apenas 12. Vale lembrar que, como campeão do primeiro turno, o Artsul leva a vaga na elite do Estadual se conquistar também a segunda fase e ficar em primeiro na tabela geral.

Na próxima rodada, o Maricá encara o clássico regional contra o Gonçalense, sábado (24), às 15h, novamente no Alzirão. Já o Artsul recebe o Angra dos Reis no Estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu, no mesmo horário.

Transmissão

Um fato curioso desta partida foi a grande quantidade de problemas técnicos na transmissão oficial do clube. A Maricá TV, no YouTube, iniciou a partida apenas com imagens – sem a presença dos já tradicionais narradores, que só apareceram após 22 minutos de partida. Devido ao atraso, não foi passada aos espectadores a escalação inicial da equipe da casa.

Além disso, o jogo de câmeras também foi prejudicado – já que o cinegrafista não conseguia enquadrar a baliza do lado esquerdo do Alzirão devido à presença dos postes laterais do gramado. Nos comentários, os torcedores reclamaram demais dos problemas e criticaram a equipe de transmissão.

No intervalo, em papo mais descontraído, a dupla de comentaristas se desculpou com o público e falou em “show de horrores”. Vale registrar que o narrador Marcelo Barros e o comentarista Luiz Felipe Reis costumam ser o ponto alto das transmissões, sempre elogiados pela química e pelo bom humor com os quais carregam as partidas.

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