sábado, 15 de maio de 2021

Medalhista olímpico fecha patrocínio após trabalhar como entregador na pandemia

Esquiva Falcão trabalhou com delivery na pandemia. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Nos últimos dias, a hashtag #PatrocinemOEsquiva ganhou destaque no Twitter, após uma imagem do medalhista olímpico Esquiva Falcão – durante trabalho de entrega de mini pizzas em sua moto – viralizar na internet. A comoção em torno do pugilista, que encontrou no negócio familiar a possibilidade de ganhar um dinheiro extra em meio à pandemia do novo coronavírus, resultou, nesta quarta-feira (14), na conquista de novo patrocínio. Nas redes sociais, o capixaba de 31 anos anunciou que fechou contrato com uma empresa do setor varejista, com sede em Brusque, em Santa Catarina.

Um dia antes, em entrevista à Agência Brasil, Esquiva revelou que várias propostas de possíveis patrocinadores surgiram após a foto ser replicada nas redes sociais.

“A Suelen, minha esposa, é quem organiza tudo. Resolve patrocínio, parceria, as mini pizzas, cuida das crianças e de mim [risos]. Agradeço muito a Deus, às pessoas e aos fãs de boxe, que se uniram para divulgar o trabalho de um atleta que começou com as entregas para não ser nocauteado pela pandemia”, disse o medalhista de prata na Olimpíada de Londres, em 2012

A menção carinhosa à esposa não é por acaso. Foi dela a ideia de iniciar o negócio, no início da pandemia, há um ano.

“Um dia, pedimos uma mini pizza no bairro onde moramos [na cidade capixaba de Vila Velha]. Pensei: sou tão boa de cozinha, por que não fazer? Como ele [Esquiva] é admirador dos meus pratos, sugeriu que vendêssemos no bairro. Sempre quis ter meu negócio, mas podendo participar do crescimento dos meus dois filhos pequenos. Comecei a divulgar, o Esquiva também. Veio pedido de todos os municípios do Espírito Santo e até de fora do estado, dizendo que gostaria de nos ajudar”, contou Suelen.

Ela brinca que Esquiva é o “garoto-propaganda” das mini pizzas. Não só isso. O próprio pugilista vinha sendo responsável por algumas entregas. Inicialmente de carro. Depois, a bordo da moto.

“Quando é um pedido especial, o campeão vai [risos]. Às vezes, levo a medalha olímpica, o pessoal bate foto. Infelizmente, por causa da pandemia, a gente evita o abraço e respeita o distanciamento, mas sempre conversa um pouco. Teve um fã que até chorou quando contei a história da medalha”, lembrou o pugilista.

Esquiva deixou o boxe olímpico e migrou para o profissional em 2014. Ele compete na categoria dos médios (até 72,575 quilos). De lá para cá, fez 28 combates internacionais e venceu todos, 20 por nocaute – o último em fevereiro, quando bateu o russo Arthur Akavov. No mês seguinte, renovou contrato com a Top Rank, empresa sediada em Las Vegas. O vínculo com a promotora lhe garante mais três lutas nos próximos 12 meses. O capixaba vive a expectativa de que uma delas valha o cinturão de campeão mundial.

“Sinto que esse ano devo lutar mais uma vez, entre setembro e outubro, mas ainda não pelo cinturão. Será uma luta difícil. Se ganhar, no ano que vem, aí sim, deve ser o combate pelo cinturão. Estou bem ranqueado, em terceiro [na IBF, sigla em inglês para Federação Internacional de Boxe]. Meu sonho é ser campeão do mundo e estou próximo, não posso desistir”, afirmou o brasileiro.

Agência Brasil

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