quarta, 25 de novembro de 2020

Morre jornalista esportivo Roberto Avallone

Faleceu na manhã desta segunda-feira (25), aos 72 anos, vítima de uma parada cardíaca, o jornalista esportivo Roberto Avallone. A informação da morte foi confirmada pela direção do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, por volta das 9h, onde ele foi atendido.

Avallone passou mal em sua residência e foi levado para o Santa Catarina, mas não resistiu. O local e horário do velório ainda não foram divulgados.

Roberto Avallone morreu aos 72 anos de idade (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Carreira

Roberto Francisco Avallone nasceu em São Paulo em 1947 e começou sua carreira no jornalismo esportivo no jornal “Última Hora”, mas foi no “Jornal da Tarde”, por onde ficou durante 23 anos, que se firmou na profissão. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, e em 1986, no México, o que lhe rendeu dois Prêmios Esso de Jornalismo.

Na década de 80, migrou para a televisão e tornou-se diretor de esportes da TV Gazeta onde passou a apresentar o programa “Mesa Redonda”, o mais antigo de debate esportivo do Brasil. Sob seu comando, a atração, exibida nas noites de domingo, cresceu e chegou a ser líder de audiência no horário diversas vezes.

Avallone apresentou o “Mesa Redonda” por 18 anos e uma das marcas do programa eram as discussões acaloradas entre os participantes. Uma das mais lembradas foi uma briga entre ele e o jornalista Milton Neves quando trocaram ofensas aos gritos e até uma insinuação de Milton de que Avallone era homossexual.

No ano de 2003, foi para a RedeTV! e ficou por lá até 2005 até ser contratado pela TV Bandeirantes, onde trabalhou por mais dois anos. No rádio, Avallone teve passagens por várias emissoras como Eldorado, Jovem Pan, Rádio Globo, Rádio Bandeirantes, Rádio Capital, Rádio Record e BandNews FM.

Desde 2015, o jornalista tinha algumas participações esporádicas como comentarista em alguns programas do SporTV e mantinha um blog no site UOL. A última postagem de Roberto Avallone foi na madrugada de domingo. Ele fez uma análise da situação de Palmeiras e Santos após o empate em 0 a 0 em partida do Campeonato Paulista.

Avallone tinha uma maneira peculiar de usar a pontuação em suas frases. Ao fazer uma pergunta, falava ao final das palavras “interrogação” ou quando queria exaltar alguma coisa, como um belo gol, por exemplo, dizia: golaço, “exclamação”. Além disso, criou outros bordões como “no pique” e “parem as máquinas!”.

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