segunda, 18 de janeiro de 2021

Nos pênaltis, Maricá conquista seu primeiro título profissional

Foi emocionante. Nesta quarta-feira (2), o Maricá Futebol Clube conquistou o primeiro título oficial de sua história. Ao derrotarem o Nova Iguaçu nos pênaltis, após um 0 a 0 disputado e sofrido no tempo regulamentar, os maricaenses venceram a Taça Corcovado e estão na semifinal da Série B1 do Campeonato Carioca.

Maricá venceu o Nova Iguaçu e levou a Taça Corcovado (foto: Pedro Conforte)

Em sua partida mais importante desde sua fundação em 2001, o Maricá teve nove desfalques por conta da Covid-19. Foram eles Júnior, Vitor Silva, Lucas Santos, Zuca, Léo Guerreiro, Sidnei, Bruninho, Thiago Andrade e Thiago Aperibé – além do técnico Marcus Alexandre.

Com o título, o Maricá está a apenas dois jogos do acesso à elite do futebol carioca. Para isso, precisará passar pelas semifinais – que contarão com Sampaio Corrêa, Duque de Caxias e o próprio Nova Iguaçu. Os confrontos ainda não foram sorteados.

O jogo

O Nova Iguaçu começou o jogo com tudo, pressionando já nos primeiros segundos de jogo. Os Laranjas dominavam na posse de bola e o Maricá tentava o contra-ataque através de lançamentos longos para o centroavante Badola disputar pelo alto.

Aos 6 minutos, Badola foi derrubado em disputa na área e o time pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Aparentando nervosismo, o Maricá errava muito no último passe e não conseguia concluir as chegadas no ataque.

Paulo Henrique, um dos destaques da equipe (foto: Pedro Conforte)

Gustavo, o camisa 10 dos visitantes, arriscou de fora aos 8 minutos e a bola desviou, saindo em escanteio para o Nova Iguaçu. Na cobrança, Vinicius desviou no primeiro pau e Charles, no segundo poste, quase empurrou para a rede.

Aos 12, a primeira chegada do Maricá. Lelê tentou o lançamento e a bola sobrou para Carlinhos, que cruzou na área para boa saída do goleiro Luiz Henrique. Na sequência, já equilibrando as ações para os maricaenses, Paulo Henrique bateu uma falta lateral para o corte do zagueiro Raphael Neuhaus na pequena área.

Em bom contra-ataque puxado por Kunzel, aos 16, Canela recebeu na ponta da área e arriscou direto para fora. A partir disto, o jogo ficou muito disputado no meio-campo, sem grandes chances até a parada técnica, aos 20 minutos, diante do forte calor em Itaboraí.

Aos 27, o Nova Iguaçu roubou uma bola no campo de ataque e Vinicius finalizou para a fora – para desespero de Kunzel, que passava sozinho no lado esquerdo, invadindo a área para receber o passe e sair na cara do gol.

Em falta perigosa na intermediária, aos 32, Gustavo arriscou direto e o goleiro Júlio defendeu em dois tempos. O Maricá tentou o contragolpe na sequência, mas Carlinhos acabou errando o cruzamento e desperdiçando a oportunidade de pegar o adversário desorganizado defensivamente.

Goleiro Luiz Henrique salvou em bola cruzada na área (foto: Pedro Conforte)

Na sequência, aos 37, o goleiro do Nova Iguaçu fez excelente reposição em ligação direta e achou Gustavo na entrada da área. Ele cortou para dentro e bateu com efeito, passando perto da trave direita de Júlio. Três minutos depois, o lateral-direito Leonardo fez boa jogada individual e chutou forte para boa defesa do goleiro do Maricá.

Depois de paralisação para atendimento médico a um jogador dos visitantes, o jogo ficou morno até o juiz apitar o intervalo, aos 50 minutos.

Segundo tempo

Logo aos 2 minutos, Walber recebeu na entrada da área e soltou o pé, mas o goleiro Luiz Henrique voou no ângulo para fazer grande defesa – no que foi a melhor chance de todo o jogo até então. Aos 3, Badola recebeu na linha de fundo e cruzou forte, mas ninguém apareceu para finalizar.

Aos 8 minutos, em bola na área do Maricá, a bola resvalou em Athyla e o time do Nova Iguaçu pediu pênalti – mas o árbitro negou, dizendo que a bola bateu no peito do zagueiro.

O jogo ficou mais pegado e bem mais fechado. Até a parada técnica, aos 20 minutos, pouca coisa aconteceu. Cansadas pela intensidade do jogo e desgastadas pelo forte calor, as equipes optaram por se arriscar menos, esperando a abertura de espaços no campo de ataque.

O jogo foi muito brigado na segunda etapa (foto: Pedro Conforte)

O Nova Iguaçu chegava em bolas paradas, com diversos cruzamentos na área, mas sem levar perigo. Por outro lado, o Maricá não conseguia mais ter velocidade na transição e, por isso, não conseguia desafogar a defesa e nem contra-atacar para levar perigo no campo de ataque.

O jogo só voltou a ter um lance de perigo aos 44, com Dieguinho finalizando para fora em sobra de bola disputada na intermediária. Aos 46, com o Maricá já exausto, Luan driblou dois e chutou com muito perigo, raspando a trave direita de Júlio.

Pênaltis

Com a igualdade no placar, a decisão da Taça Corcovado chegou ao drama dos pênaltis. Pelo lado do Maricá, Paulo Henrique, Dreivison, Guilherme e Badola converteram. Já pelo Nova Iguaçu, Kunzel, Dieguinho e Luan Lúcio fizeram, mas Raphael Neuhaus e Marquinhos perderam.

Goleiro Júlio pegou pênalti decisivo na disputa (foto: Pedro Conforte)

A festa

Assim que o goleiro Júlio colocou a ponta da luva no pênalti decisivo, a festa começou no Alzirão. Os jogadores reconheceram a luta intensa durante todo o segundo turno e também a superação ao perder quase um time inteiro por conta do coronavírus.

A galera da laje, presença marcante durante toda a competição (foto: Pedro Conforte)

“Somos merecedores por tudo o que passamos no campeonato, até mesmo de ontem pra hoje, pelo Covid-19, essa doença maldita que não acaba, conseguimos na base da superação. Agora é ir ainda mais forte para as semifinais e conquistar o acesso, tudo na vontade de Deus”, desabafou Paulo Henrique, um dos destaques da equipe.

“Vitória importantíssima, se perdêssemos hoje estaríamos fora da disputa. Mas tínhamos a certeza que faríamos um bom jogo. Nos pênaltis é cada um com sua concentração e fui feliz de pegar o último. Nossa equipe hoje foi muito bem e está todo mundo de parabéns”, declarou Júlio, goleiro e herói do título.

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