sábado, 23 de janeiro de 2021

Promessa de revitalização das Laranjeiras causa briga interna no Flu

Revitalização das Laranjeiras divide o Fluminense. Foto: Mailson Santana/FFC

A revitalização das Laranjeiras visando receber treinos e jogos do Fluminense foi uma promessa de campanha do presidente eleito, Mário Bittencourt. No entanto, o projeto está bem longe de sair do papel.

Nesta terça-feira (12), o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Braz Masullo, recusou uma carta de cobrança emitida por um grupo de sócios-proprietários. Ele alegou que são necessárias pelo menos 30 assinaturas de conselheiros para levar o assunto adiante.

O imbróglio já existe desde 2019, quando o grupo denominado Laranjeiras XXI, um movimento de torcedores criado em 2017 com o intuito de tocar a revitalização da sede do clube, perdeu o respaldo institucional para procurar parceiros e investidores interessados na reforma. As partes nunca mais conseguiram uma aproximação.

Os sócios entendem que pessoas próximas a Mário Bittencourt fazem lobby contrário ao projeto, temendo que isso possa atrapalhar as intenções do clube em assumir a gerência do Maracanã de forma definitiva junto com o Flamengo.

— Agora dizem que somos politiqueiros, que queremos fazer pressão no presidente. Mas, em sete meses de gestão, só houve duas reuniões. Já estamos é perdendo as esperanças — disse Ricardo Lafayette, integrante do Laranjeiras XXI, em 28 de janeiro de 2020.

A ideia inicial do grupo era levar cerca de oito a 12 jogos da equipe principal, com menor apelo de público, para a sede do clube. Partidas do Estadual, além do futebol feminino e das categorias de base, estavam em pauta.

Uma carta na manga do grupo favorável são os constantes prejuízos gerados pelos jogos no Maracanã. Somente nesta temporada, mesmo jogando todo o Brasileirão sem público – o que demanda menos gastos -, o prejuízo já está em cerca de R$ 4 milhões.

A intenção é elaborar um estudo financeiro projetando investimentos que poderiam ser feitos com este dinheiro que se perde no Mário Filho. No entanto, os custos desta análise só seriam viáveis caso o clube liberasse o grupo para captar recursos em nome do Fluminense, o que não parece provável.

Desta maneira, o impasse entre as partes segue e o projeto de revitalização das Laranjeiras fica cada vez mais distante.

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