sábado, 10 de abril de 2021

Sexta-feira Santa: corrida para garantir pescado em Maricá

A tradição de comer frutos do mar na Sexta-Feira Santa movimentou as peixarias de Maricá nesta quinta-feira (1º).

Na única peixaria do distrito de Inoã, dezenas de pessoas se dividiam em quatro filas para garantir os frutos do mar: para escolher; pagar; pegar o produto; e até uma fila especial para comprar o camarão.

Quem procurou garantir o prato principal do almoço de Sexta-Feira Santa precisou de paciência. Foi o caso do Fabiano Alves, morador de Niterói. Ele disse que preferiu fugir do Mercado de São Pedro para a cidade vizinha, por conta da lotação. Ele contou que o preço do camarão vendido no estabelecimento a R$ 19,90 foi o principal atrativo.

“Aqui até está cheio, mas com organização. Além disso, prefiro o pescado de Maricá e os preços estão bem melhores”, afirmou.

A dona de casa Marcela Souza contou que esse ano vai garantir somente a sardinha, que está custando R$ 14,90 o quilo, por conta do orçamento apertado.

“Nem sempre a gente consegue comprar o que deseja. Porém, não abro mão de comer um peixinho frito nessa data. Compro a sardinha e faço de diversos modos, mas a campeã mesmo é fazer ela frita”, avaliou.

Ao lado da peixaria, o autônomo Eduardo Ayla vendia pimentas. Foto: Karina Cruz

Ao lado da peixaria, o autônomo Eduardo Ayla, conhecido como ‘Dudu da Pimenta’, aproveita a alta no movimento para vender um item muito usado na ingestão de peixe: a pimenta. Ele afirmou que vai fazendo a propaganda no gogó e no final do dia consegue garantir as vendas.

“Uma pimentinha pra acompanhar não pode faltar. E ainda tenho o limão, que é imprescindível no tempero”, contou dizendo que as pimentas mais vendidas são a mexicana, malagueta e dedo de moça.

Itaipuaçu

Vinicius Pressel, dono da tradicional tenda do peixe de Itaipuaçu, espera vender cerca de seis toneladas de peixe. Foto: Karina Cruz

O dono da tradicional tenda do peixe localizada na orla de Itaipuaçu, Vinicius Pressel, disse que a expectativa é vender cerca de seis toneladas de peixe nesta sexta-feira (2). Segundo ele, os campeões de venda são: a anchova, que custa R$ 32 o quilo; e a corvina, vendida a R$ 23 o quilo.

“Vamos abrir às 4h30 para garantir a venda para todos. Aqui em Maricá não é diferente das cidades vizinhas, a maioria deixa pra última hora”, destacou.

Se por um lado em Inoã o consumidor enfrentou grandes filas, em Itaipuaçu, a movimentação estava tranquila na manhã desta quinta-feira (1º).

Cláudia Mesquita, moradora do Barroco, afirmou que geralmente deixa para última hora, mas esse ano resolveu fazer diferente.

“Como a gente está com todas as restrições, ficarei com o meu filho em casa. Então resolvi comprar logo e deixar no tempero por 24 horas para fazer uma moqueca e agradecer a Deus por tudo”, afirmou.

Consumo

De acordo com a doutora Juliana da Mata, o consume de peixe deve ser diário. Foto: Karina Cruz

A doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Juliana da Mata, destaca que o consumo de peixe deve ser diário.

“O guia alimentar da população brasileira elaborado pelo Ministério da Saúde recomenda o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana. O que acontece é que os brasileiros possuem o costume de ingerir mais carnes vermelhas e suínas. No entanto, essas carnes têm um alto teor de gordura saturada. Já os peixes possuem uma proteína de alto valor biológico, reconstrutor de células e tecidos do nosso corpo, que são de fáceis digestão, além de apresentarem gorduras saudáveis, as insaturadas”.

Juliana da Mata, doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela UERJ

A especialista atentou para a importância de ingerir a carne do peixe.

“O consumo de pescado melhora e previne as doenças cardiovasculares, além de ajudar a controlar o nível do colesterol no sangue. A ingestão de peixes oriundos de águas profundas como o bacalhau, o atum e até a sardinha, que são ricas fontes de ômega 3, além de proteger nossas artérias, auxilia na manutenção dos níveis de triglicerídios do sangue”, detalhou.

Páscoa

Uma grande fila se formou para compra de ovos de Páscoa, no Centro. Foto: Karina Cruz

A corrida pelos ovos de Páscoa em Maricá também levou diversas pessoas a formarem um grande fila em uma loja de alimentos no Centro de Maricá até o início da tarde desta quinta-feira (1º).

Apesar da fila estar grande, a movimentação no interior da loja estava tranquila e os clientes estavam entrando de dois a três por vez.

A moradora de Araçatiba, Suelen Nicolau, contou que ficou cerca de 35 minutos na fila.

“Aproveitei que precisava buscar um produto que comprei na internet e vim garantir o ovo de Páscoa para o meu filho. Esse ano vai ser menor, porque os preços estão nas alturas”, disse.

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