quarta, 02 de dezembro de 2020

Horas de aflição para enterrar o próprio filho em São Gonçalo

Mãe ficou horas esperando pela remoção do corpo do filho. Foto via Grupo Plantão

Familiares do eletricista, identificado como Wandermi Alexandre Ferreira Junior, de 34 anos, que após sofrer de um mal súbito faleceu na manhã desta terça-feira (20) na comunidade da Linha Rio do Ouro, em São Gonçalo, precisaram esperar por mais de sete horas para a remoção do corpo. 

De acordo com Cintia Santos, vizinha do eletricista, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou na Praça Osvaldo Xavier por volta das 9h e atestou o óbito, mas somente por volta de 16h o corpo foi removido. 

“Uma viatura da polícia veio no local e disse que teria que ir à delegacia pegar um papel para a remoção. Fomos na delegacia e não havia solicitação nenhuma por lá”, disse.

Ainda de acordo com a vizinha, a remoção que chegou no local por volta das 13h30, alegou que o corpo estava em área de risco e no interior da comunidade não teria como ser removido. Sem auxílio do poder público, familiares e vizinhos se reuniram e por conta própria removeram o corpo até a entrada da comunidade, onde permaneceram aguardando a remoção.

Ao lado do corpo, permaneceu a mãe de 70 anos em aflição.

“Não basta ver o filho morto ainda ter que passar por essa situação. É muito triste, ninguém merece passar por isso”, desabafou a vizinha.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a atuação do Auto de Recolhimento de Cadáveres (ARC) – conhecido como ‘rabecão’, da Defesa Civil do Estado está diretamente ligada ao acionamento por parte da Polícia Civil, e que ainda não há acionamento do serviço para esse caso.

Ainda de acordo com a corporação, o acionamento do serviço de remoção de cadáveres é feito, exclusivamente, pela Polícia Civil (delegacia da área), que emite um documento chamado GRC (Guia de Recolhimento de Cadáver) e a retirada do corpo feita pela equipe de militares depende dessa emissão. ‘Inclusive, a GRC é imprescindível para a entrada no Instituto Médico Legal (IML)’.

Procuradas, as polícias Civil e Militar ainda não se pronunciaram.

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