quinta, 04 de março de 2021

Belo é preso no Rio

Publicada às 15h34. Atualizada às 15h56.

Cantor Belo em show. Foto: Divulgação
Cantor é acusado de fazer show e provocar aglomeração no Rio. Foto: Divulgação / Arquivo

O cantor Marcelo Pires Vieira, mais conhecido como Belo, foi preso na tarde desta quarta-feira (17) pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Belo é investigado por fazer um show no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na noite da última sexta-feira (13).

O evento, que não tinha autorização da Secretaria de Saúde, aconteceu no Ciep 326 – Professor César Pernetta, na comunidade do Parque da União, e não seguiu os protocolos de segurança recomendados para combater o avanço do novo coronavírus.

Procurada, a assessoria do cantor ainda não se pronunciou sobre o caso.

A prisão ocorreu durante a operação “É o que eu mereço”. A ação foi em cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra os responsáveis por promover a invasão e realização de um evento musical, em plena pandemia, no Ciep 326 – Professor César Pernetta.

Segundo os agentes, uma produtora de eventos, por meio de seus sócios e administradores, realizou e promoveu um show musical, que durou até a manhã do sábado (13), em uma escola pública estadual, sem autorização da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), onde houve grande aglomeração de pessoas e risco de propagação e contaminação da Covid-19. O evento aconteceu na comunidade onde uma das maiores organizações criminosas do Rio de Janeiro atua. 

“Como se tal situação, por si só, não fosse absurda e suficiente para uma resposta do estado, foi verificado junto à Seeduc que o evento ocorreu sem qualquer autorização, configurando verdadeiro esbulho/invasão de um prédio público para a realização de um evento privado, contrário ao interesse público e que serviu para propagar ainda mais a doença viral”, frisa o titular da DCOD, delegado Gustavo de Mello de Castro.

Segundo a DCOD, a invasão de um estabelecimento de ensino, localizado na comunidade Parque União, uma das áreas mais conflagradas do estado, onde a maior organização criminosa do Rio de Janeiro atua, somente poderia ocorrer com a autorização do chefe criminoso da localidade, que controla a localidade há anos e figura como indiciado em diversos procedimentos policiais, sendo, inclusive, um dos bandidos mais procurados do Estado.

“Verifica-se que o cenário desenhado é um dos mais absurdos possíveis, na medida em que o “evento contagioso” não foi autorizado pelo Estado, mas pelo chefe criminoso local, que também teve a sua prisão preventiva decretada”, declara o delegado. 

Além das prisões, a Justiça também decretou a suspensão das atividades da sociedade empresária e bloqueio das contas bancárias dos investigados, até que se apure os prejuízos causados pela conduta criminosa.

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