domingo, 25 de outubro de 2020

Caso João Pedro fica mais perto do fim

Protesto por justiça após a morte de João Pedro. Foto: Pedro Conforte
Amigos e familiares protestaram no velório do menino João Pedro. Foto: Pedro Conforte

A Polícia Civil já sabe o calibre da bala que matou o adolescente João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, na tarde de segunda-feira (18), em Itaoca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. De acordo com o delegado Allan Duarte, titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), a família é aguardada para prestar depoimento nesta sexta-feira (22) e o caso está bem perto de ser concluído.

O comandante responsável pelo helicóptero que prestou socorro ao menino foi ouvido no início da tarde desta quinta-feira (21). Além de colher depoimentos da família, de acordo com o delegado, o próximo passo da investigação é aguardar o resultado do confronto balístico do projétil com as armas apreendidas dos policiais envolvidos na operação.

“O comandante da aeronave esclareceu como foi feita a penetração no local e o socorro logístico, que é uma parte importante para a investigação. Temos a ideia também de fazer reprodução simulada. A gente acredita que num período curto de tempo seja possível chegar a solução para o caso”, afirmou o delegado.

João Pedro foi atingido por um tiro dentro de casa, durante uma operação da Polícia Federal, em conjunto com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O estudante foi conduzido no helicóptero da Polícia Civil para até a base do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros (GOA/CBMERJ) no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O depoimento do comandante revelou que a aeronave seguiu um protocolo padrão de socorro. Segundo as investigações, um helicóptero desse porte precisa atender a alguns critérios para atuar em operações: verificar a autonomia da aeronave com relação ao combustível; verificar se o ponto de pouso (heliponto) é homologado ou não, ou seja, se obedece especificações técnicas para comportar o peso e o tamanho da aeronave; e prever possíveis danos ao veículo, a vítima e a terceiros.

Sobre o adolescente ter sido levado para o Rio e não para uma unidade de saúde em São Gonçalo, como por exemplo do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, a Polícia informou que não pode afirmar ainda se o heliponto do hospital tem capacidade para uma aeronave daquele porte. Outra razão explicada também é a de que a equipe da operação não tinha contato direto com a unidade, o que poderia atrasar o socorro.

Após a constatação do óbito, o corpo do jovem foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), em Tribobó, em São Gonçalo, pelo rabecão da Defesa Civil estadual. No entanto, o paradeiro de João Pedro após ser atingido na operação foi ocultado da família por pelo menos 16 horas — entre o resgate por helicóptero e a localização do corpo no IML.

A Polícia Civil informou que aguarda também esclarecimentos da Polícia Federal. Um relatório circunstanciado da operação foi solicitado para esclarecer o objetivo da ação, o resulto final, o número de policiais empenhados, assim como a quantidade de veículos (blindados, aeronaves e embarcações) utilizados.

Publicada às 18h30. Atualizada às 19h40

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