domingo, 17 de janeiro de 2021

Corrupção na Prefeitura do Rio movimentou mais de R$ 50 milhões

Prefeito Marcelo Crivella é apontado como chefe do esquema. Foto: Arquivo/ Divulgação

O esquema criminoso liderado pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que o levou à prisão na manhã desta terça-feira (22), movimentou mais de R$ 50 milhões, de acordo com o subprocurador de direitos humanos do Ministério Público do Rio.

Segundo as investigações, o esquema teve como líder o prefeito Crivella, mas não foram informados os detalhes sobre como ele operava nas fraudes com os empresários e quais esquemas possivelmente iriam prosseguir após o fim do mandato.

“Entendemos que a prisão se mostrava oportuna, porque não se acabaria com o final do mandato. Tudo indica que o processo iria prosseguir. A prisão preventiva tem como atividade a paralisação da atividade criminosa”, disse Ricardo Ribeiro Martins, subprocurador Geral da Justiça para Assuntos Criminais e Direitos Humanos.

De acordo com os autos, o empresário Rafael Alves recebia outros empresários dentro da prefeitura e a propina era um percentual sobre restos a pagar da prefeitura através de notas fiscais das empresa de fachada para receber esses pagamentos.

O plano também envolvia a renovação do contrato da empresa responsável pelo plano de saúde dos servidores municipais.

Sobre a participação do prefeito no esquema os investigadores disseram que o prefeito era o chefe e que dava “poder” ao empresário Rafael Alves, que se expandia por toda a prefeitura.

Até este ponto da investigação não foi constatado que a igreja Universal tem participação nos esquemas. No entanto, segundo os investigadores, há indícios sobre movimentações ilícitas, que serão apuradas posteriormente.

Celular entregue não era do prefeito

A investigação também apontou que, ainda na segunda fase, o celular entregue pelo prefeito Marcelo Crivella para ser anexado ao processo estava em nome de uma mulher.

Detalhes do processo apontam que no aparelho fornecido pelo prefeito não havia mensagens sobre parentes ou funcionários do primeiro escalão, mostrando um claro indício de obstáculo às investigações.

“Mostra que era a clara a intenção de atrapalhar a investigação, de nos criar obstáculos. O celular dele mesmo ele não entregou”, disse um dos investigadores.

A operação apreendeu ainda uma embarcação e um veículo em nome do empresário Rafael Alves.

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