quinta, 22 de outubro de 2020

Desarticulada quadrilha que atuava no transporte em SG

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil realizam, nesta segunda-feira (17), a Operação Parasito. O objetivo é desarticular uma quadrilha que recebia propina para não reprimir o transporte alternativo de passageiros. A operação visa cumprir 12 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. Entre os alvos estão fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro) de São Gonçalo.

De acordo com o MPRJ, a investigação revelou que fiscais do Detro, motoristas e outros receberam propina para não reprimir o transporte clandestino de passageiros por vans e moto táxis. Já outra parte dos denunciados atuava no transporte alternativo irregular e praticava os crimes de corrupção ativa, subornando agentes públicos lotados no Detro e policiais militares lotados em órgão de fiscalização rodoviária. Todos faziam parte da organização criminosa.

O grupo criminoso possuía três lideranças: os denunciados José Luiz Damaceno Capilla Júnior, vulgo “Cappila”; Rafael da Silva Petra, vulgo “Petra”; e Douglas da Silva Pereira. Eles tomavam as decisões e eram responsáveis por reprimir o transporte irregular, mas, apesar de atuarem como fiscais do Detro, em São Gonçalo, recebiam propina para não reprimir o trânsito de veículos ilegais vinculados ao esquema criminoso.

Arma apreendida na casa de um dos alvos da operação (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Também integravam o esquema Paulo Vítor Barbosa Evangelista, Eduardo Fraga Marques, André Toledo Martins Júnior, vulgo “Russinho”, Alexandre Mota de Assis, vulgo “Ratinho”, Carlos Henrique da Silva Venturini, Marcos Pires Nunes, Daniella Araújo Silva, Róbson da Silva Azevedo e André de Abreu Mota.

De acordo com o MPRJ,  várias conversas interceptadas entre os denunciados tratam de pagamento de valores indevidos. Diligências conseguiram, inclusive, colher imagens do encontro de fiscais para receber propina paga por motoristas de vans e lotadas. Eles foram denunciados por constituir organização criminosa, corrupção passiva e corrupção ativa.

Em nota, o Detro informou que está à disposição das autoridades para colaborar com o caso.

Veja a nota na íntegra:

“O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) informa que a apuração de denúncias sobre o possível envolvimento de integrantes de seu corpo funcional em atos ilícitos é prática adotada pela atual administração, sendo os responsáveis punidos, caso comprovada conduta incompatível com o adequado exercício da função.

Em relação à operação realizada pela Polícia Civil, em São Gonçalo, nesta segunda-feira, o Detro se coloca à disposição das autoridades para qualquer colaboração necessária sobre o caso. Cabe ressaltar que os funcionários ainda estão sob a condição de investigados. Como medidas administrativas, este departamento está realizando sindicância interna, como rege a Legislação do funcionalismo público estadual.”

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