domingo, 20 de setembro de 2020

Do Bope para o Niterói Presente, a vez do Capitão Moreira

Novo coordenador assume a gestão com a marca cem veículos recuperados na cidade. Imagens: Marcelo Tavares

Uma semana após assumir a gestão do programa Niterói Presente, o capitão Wellington Moreira, de 33 anos, celebra a centésima recuperação de veículos roubados na cidade, fruto do trabalho realizado por 400 agentes distribuídos ao redor de diversos bairros do município, sendo eles Jardim Icaraí, Icaraí, Santa Rosa, Centro, Fonseca, São Francisco, Charitas e Jurujuba.

A marca considerada por ele como importante foi atualizada nesta terça-feira (21). Questionado, ele não revelou se já existe alguma intenção entre os governos municipal e estadual sobre expansão do programa para outras áreas da cidade.

Embora os dados referentes aos índices de violência do município do mês de janeiro não estejam concluídos, Moreira já assegurou que há um indicativo positivo de redução de casos violentos, quando comparado com o mesmo período do ano passado. A comprovação foi feita por ele, durante uma visita à sede do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), nesta segunda (20).

Com passagens por várias esferas da Polícia Militar, o novo coordenador revela que a experiência adquirida no Batalhão de Choque, Comando de Polícia Pacificadora e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), onde passou os últimos seis anos, fará toda a diferença na condução do projeto de segurança na cidade onde mora. 

“Todos esses locais que passei são unidades que a gente tem a presença do Conselho Comunitário de Segurança muito forte. No Bope, por exemplo, a gente desenvolve um trabalho de polícia e um estreitamento com a comunidade muito empenhado. Lá eu tive a oportunidade de conhecer outras polícias do mundo, onde, inclusive, esse trabalho também é feito e tudo isso facilita pra gente”, explica. 

Moreira avalia os seus sete primeiros dias enquanto gestor do programa como “muito positivo” e exalta o trabalho dos agentes, ao dizer que “são extremamente qualificados e empenhados”. Para Moreira, Niterói é uma cidade diferenciada para se trabalhar.

“Já tive a oportunidade de estar em um Conselho Comunitário com integrantes de Charitas e São Francisco. É bastante interessante essa aproximação com a comunidade local. Isso mune a gente com informações importantes e conseguimos passar a demanda de maneira menos vertical e mais horizontal. A população abraça o projeto e isso é positivo, porque conseguimos desenvolver um trabalho melhor”, pontua.

A Secretaria de Governo do Rio preparou o capitão Wellington Moreira por cerca de um mês, até que ele pudesse assumir o posto na última terça-feira (14), quando houve a confirmação da saída do antigo coordenador do Niterói Presente, o Major David Ricardo Costa.

A possibilidade já gerava desconfiança aos moradores da cidade, desde o início do mês passado. Na época, inclusive, eles chegaram a promover mobilizações como a tentativa de impedir a mudança e a pauta foi discutida durante a última reunião do Conselho de Segurança Pública na Câmara Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL), em dezembro.

“A gente entende que há um certo receio por conta da mudança. Mas é importante deixar claro que o trabalho é uma política de Estado. É uma política de continuísmo e não pessoal. As bases do projeto são bem consolidadas e com isso daremos continuidade aos trabalhos, sempre com o objetivo de melhorar”, comenta.

Capitão Wellington Moreira durante patrulhamento na Praia de Icaraí. Foto: Marcelo Tavares

Em números

Neste ano, serão investidos R$ 70 milhões no projeto. De acordo com a Prefeitura de Niterói, desde a implantação do Programa, em dezembro de 2017, foram cumpridos 449 mandados de prisão de foragidos da Justiça e evadidos do Sistema Prisional.

Também foram encaminhadas às delegacias 78 pessoas por roubo, 117 por furto, 11 por tentativa de furto, 6 por tentativa de roubo, 38 por porte ilegal de arma de fogo, 31 por tráfico de drogas, 41 por receptação e 8 por tentativa de homicídio. Foram recuperados 100 veículos e 41 armas de fogo foram apreendidas, entre outras ocorrências.

Através do programa, policiais lotados em batalhões de outras cidades do estado podem trabalhar em Niterói nos dias de folga, em troca de remuneração paga pela Prefeitura. Divididos em duplas ou trios, os agentes percorrem as ruas dos bairros a pé, de carro, bicicleta ou de moto, sempre buscando atuar de forma preventiva.

“Eu e o major David ainda conversamos diariamente sobre as peculiaridades do projeto. Também falamos sobre o que pode ser melhorado e como podemos atuar para servir melhor a comunidade. O David conseguiu estreitar bem esses laços entre população e autoridades, o que é algo básico do projeto Segurança Presente, da Secretaria de Governo, que sempre nos dirige a dinamizar e alocar melhor o policiamento”, finaliza o capitão Wellington Moreira. 

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