terça, 29 de setembro de 2020

Envolvido no esquema de corrupção no Rio se entrega à PF

Acusado se entregou na sede da Polícia Federal no Rio. Foto: Plantão Enfoco

Considerado foragido da operação ‘Tris in idem’, que afastou o governador Wilson Witzel do cargo, na última sexta-feira (28), o ex-pró reitor da Universidade Nova Iguaçu (UNIG) se entregou na manhã desta terça-feira (1º) na sede da Polícia Federal, no Centro do Rio.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), ele era considerado o ‘homem do dinheiro’ no esquema de corrupção. Segundo o MP, ele transita entre os grupos de poder ligados ao empresário Mario Peixoto, preso em maio na operação ‘Favorito’, e pelo Pastor Everaldo, preso na última sexta (28).

Ainda segundo a denúncia, o preso tinha uma posição de destaque dentro da organização criminosa pelo fato de apresentar um expressivo poder econômico e com isso a facilidade de fornecer dinheiro em espécie para o esquema de corrupção.

De acordo com MPF, apesar de empresário influente, o acusado não consta formalmente como sócio diretamente das empresas que contratam com o poder público, sendo responsável por atuar nos bastidores fazendo a intermediação da contratação pelo estado do Rio de empresas que ele tem domínio de fato.

Ainda segundo a denúncia, o ex-pró reitor conta com fortes relações com policiais federais e adota constantemente algumas rotinas como trocas de número de telefone. Tal prática, de acordo com o MPF, é um comportamento típico de integrantes que fazem parte de organização criminosa.

Em nota, a Universidade Iguaçu (UNIG) esclarece que José Carlos de Melo não é pró-reitor administrativo da Universidade desde junho de 2020, quando foi exonerado do cargo.

“Importante frisar que José Carlos de Melo não é, nem nunca foi, proprietário da UNIG. O CAPE, pessoa jurídica por ele presidida, havia sido contratado para realizar a gestão da UNIG por prazo determinado, mas teve seu contrato antecipadamente rescindido pela Universidade em junho deste ano, em razão de inadimplementos constatados. A UNIG informa ainda que, desde o desligamento de José Carlos, não há mais qualquer relação entre ele e a Universidade. Vale ressaltar também que todo o faturamento da instituição advém das mensalidades pagas pelos alunos.A UNIG lamenta que seu nome esteja sendo mencionado quando da narrativa de determinadas condutas imputadas ao José Carlos de Melo. A Universidade está à disposição para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários”, diz a nota.

Publicada às 12h24 – Atualizada às 13h19

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