terça, 27 de outubro de 2020

Escravos do tráfico em comunidades de Niterói

Polícia, Jurujuba, Escotilha
Em uma das paredes da comunidade o aviso para moradores (Foto: PCERJ)

Dez pessoas foram presas na operação “Escotilha” realizada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (16) em comunidades da Zona Sul de Niterói. Segundo a polícia, eles são acusados de integrar uma quadrilha, que atua em Charitas e Jurujuba, intimidando, torturando, extorquindo e até expulsando moradores das comunidades Preventório, Peixe Galo e Lazareto, outros mandados de prisão foram cumpridos contra acusados já presos. Em uma das denúncias, um morador foi espancado apenas por ter chamado de “corno” o traficante de drogas “Leo Traça”, atual líder do Comando Vermelho (CV) nas comunidades citadas, que está preso.

Ainda de acordo com a polícia, Leo Traça estaria atuando com seus comparsas através de videoconferência direto do presídio. Foi assim que ele ordenou a “Mata Rindo”, chefe do tráfico na localidade, o espancamento do morador, que precisou de atendimento médico por conta dos ferimentos. Devido a isso, Leo Traça será transferido para um presídio de Regime Disciplinar Diferenciado.

Esse é apenas um dos relatos de casos sofridos por moradores, até um policial militar foi expulso com a família, apenas com as roupas do corpo da comunidade Peixe Galo. Diversas casas nas comunidades foram abandonadas. Além disso, empresas de internet e venda de gás tiveram seus serviços cortados pelo tráfico local.

Segundo a delegada da Delegacia de Jurujuba (79ª DP), Helen Sardenberg, é de extrema importância que as pessoas denunciem esse tipo de situação.

“Foi com base nesses relatos que demos início a essa operação. Sucumbir às vontades do tráfico faz com que os criminosos cresçam e expandam ainda mais suas atividades”, afirmou.

A delegada da 79ª DP, Helen Sardenberg (Foto: Davi Fernandes)

De acordo com a polícia, as investigações já acontecem desde maio do ano passado. Segundo a delegada da distrital, nessa ação houve disparos em direção à equipe, “mas a Core – Coordenadoria de Recursos Especiais – revidou, e o helicóptero da Civil sobrevoou a área e dispersou os elementos”.

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