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“Eu quero ouvir a família e não consigo”, diz delegado sobre caso João Pedro

O pai Neilson Costa Pinto, durante enterro do filho. Foto: Pedro Conforte

O delegado titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), Allan Duarte, afirmou na manhã desta sexta-feira (22) que está enfrentando dificuldades para conseguir o depoimento de familiares do adolescente João Pedro, de 14 anos.

O jovem morreu após ser baleado durante operação da Polícia Federal (PF) em conjunto com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), na última segunda-feira (18), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

“Eu já implorei ao defensor público Daniel Lozoya, do Núcleo Especial de Direitos da Defensoria Pública, que ele trouxesse a família e as pessoas que estavam na casa no momento do crime para serem ouvidas, mas ele não trouxe até agora dizendo que a família está de luto. Eu quero ouvir essa família e não consigo”, disse o delegado.

Ainda segundo Allan Duarte, o defensor público chegou a relatar que a família pediu para não prestar depoimento nesse momento. Apesar disso, os familiares foram procurados pela equipe de reportagem e relataram que não foram comunicados pela defensoria pública sobre o pedido da DHNSG.

Procurada, a defensoria pública ainda não se pronunciou sobre o assunto.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, até o momento um projétil de fuzil foi apreendido e encaminhado para um confronto balístico com as armas dos policiais – que também já estão na posse da DHNSG.

O delegado afirmou ainda que os depoimentos do piloto da aeronave e do copiloto, que aconteceram nesta quinta-feira (21), foram referentes ao socorro do adolescente. Já os depoimentos dos três policiais trataram da dinâmica da ação.

“A dinâmica descrita pelos policiais é compatível com a dinâmica descrita por uma das meninas que era amiga da vítima e que estava no interior da casa. Ela confirmou a presença de marginais lá dentro, inclusive fez contato visual com um dos criminosos que estava com arma longa. O pedreiro que estava na parte externa da casa viu quatro criminosos com armas longas”, afirmou.

O próximo passo é coletar o depoimento de familiares e pessoas que estavam na residência.

A Divisão de Homicídios já encaminhou um ofício para a Polícia Federal solicitando esclarecimentos sobre a operação, incluindo a quantidade de policiais, veículos blindados, embarcações e qual era o objetivo da operação.

Apesar de ainda não ter uma data definida para ser feita a reconstrução, o delegado adiantou que para que ela aconteça, será feita uma mega operação.

Publicada às 11h45. Em atualização.

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