sábado, 19 de setembro de 2020

Família do pastor Anderson pede cassação de Flordelis

Crime aconteceu em junho de 2019. Polícia concluiu que Flordelis foi a mandante do crime. Foto: Ramon Ribeiro

O advogado Ângelo Máximo, responsável pela defesa da família do pastor Anderson do Carmo, pediu à Câmara dos Deputados o afastamento da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) do cargo. A parlamentar é suspeita de ter assassinado o marido em junho de 2019.

A petição, que foi assinada eletronicamente e enviada através do e-mail na última sexta-feira (28), às 22h54, tinha como destino o deputado federal e presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). O ofício leva em consideração a conclusão das investigações em relação à morte do pastor que foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG).

“Acreditando nesta Casa legislativa, o patrono subscritor acredita que Vossa Excelência na posse de toda documentação que lhe encaminho nesta oportunidade, tomará todas as medidas enérgicas e necessárias no sentido de afastar a Deputada Federal Flordelis dos Santos de Souza do cargo de parlamentar dessa Casa Legislativa, retirando-lhe assim o véu de imunidade parlamentar e permitindo que as investigações sigam o curso normal, em momento em que não somente o país como a democracia necessitam de credibilidade”, escreveu o advogado na petição.

No documento, Máximo também relaciona as mortes da irmã e mãe do pastor Anderson ao assassinato. Michele do Carmo de Souza, de 39 anos, faleceu em 21 de outubro de 2019, vítima de insuficiência respiratória decorrente de uma anemia. Já Maria Edna do Carmo, morreu em 8 de abril de 2020, após infarto.

“Segundo as investigações, Flordelis Dos Santos de Souza não ceifou apenas a vida do seu marido, Pastor Anderson do Carmo. Ceifou também, as vidas das Senhoras Michele do Carmo de Souza e Maria Edna do Carmo, irmã e mãe do falecido assassinado, e também falecidas no curso das investigações. Ceifou também a fé de muitos frequentadores da igreja que congrega. Não pode ceifar a fé dos que acreditam na democracia e nos parlamentares que representam toda a população, que precisa voltar a acreditar em nossas instituições. Em nosso país”, emendou.

Porém, até a tarde desta segunda-feira (31), a Câmara ainda não tinha dado nenhum parecer ao advogado da família, segundo o próprio Ângelo. A Câmara foi procurada para esclarecer porque ainda não deu nenhum posicionamento, mas até o momento não se pronunciou.

“A Câmara ainda não fez contato comigo e ainda não respondeu o e-mail, mas eu encaminhei no e-mail da previdência da Câmara e no institucional do deputado Rodrigo Maia. Mandei (em anexo) um relatório conclusivo das investigações, cópia integral do processo com mais de 7 mil folhas e em destaque a cópia da denúncia e a decisão da juíza que recebeu a denúncia. A Câmara está com tudo na mão para tomar a decisão que o livre conhecimento deles há de tomar. Se for o caso de manter ou afastar, eles estão com o material necessário na mão”, explicou Ângelo, via contato telefônico com o Plantão Enfoco.

O advogado ainda explicou que a defesa está aguardando o afastamento do cargo para ser representado o pedido de prisão preventiva, já que essa é considerada a prisão mais importante das investigações.

“O afastamento do cargo é importante tendo em vista que ele pode se usufruir do cargo para atrapalhar a instrução criminal, como ela fez tentando se esconder atrás do foro privilegiado”, finalizou.

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