quinta, 22 de outubro de 2020

Familiares de João Pedro irão depor esta semana

Familiares serão ouvidos na DHNSG. Foto: Arquivo/Pedro Conforte

A família do estudante João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, assim como as outras crianças que estavam na casa no dia da morte do adolescente, devem depor ainda essa semana na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), que investiga o caso. A informação foi passada pela tia do menino, Denise Rosa, na manhã desta segunda-feira (25).

Na última sexta-feira (22), o delegado titular da especializada, Allan Duarte, alegou que a Defensoria Pública não teria acionado a família para depor. Segundo ele, o órgão havia declarado que os familiares de João Pedro teriam pedido um período de luto de três dias.

Na manhã desta segunda-feira (25), um dos bombeiros que participou do atendimento ao adolescente presta depoimento na sede da Delegacia.

A DH já ouviu os policiais que participaram da ação, os pilotos da aeronave, além de duas testemunhas, e oficiou a Polícia Federal para prestar informações sobre o planejamento operacional e objetivos da operação. Para a essa semana, também estão previstos os depoimentos do bombeiro socorrista, de outros policiais que participaram da operação e outras testemunhas.

Os agentes analisam os laudos de perícia do local e da necropsia e aguardam o de confronto balístico. Uma reprodução simulada está prevista para ser realizada após a conclusão dos depoimentos e laudos periciais. A delegacia convidou o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, que está assistindo a família, e o Ministério Público para acompanharem a reprodução simulada, que ainda não tem data agendada.

Policiais afastados

A Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL) informa que três policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) que participaram da operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foram afastados do serviço operacional provisoriamente. Os agentes continuarão na Core, exercendo atividades administrativas.

A CGPOL instaurou sindicância administrativa disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação.

Áudios revelam últimas conversas de João com família

João estava dentro da casa de um familiar, junto com outras cinco crianças, durante uma operação das polícias Civil e Federal. O caso aconteceu na segunda-feira da semana passada (18), no Salgueiro, em São Gonçalo.

O adolescente foi atingido por um tiro no peito e chegou a ser socorrido por um helicóptero. Porém, apenas no dia seguinte a família de João Pedro encontrou o corpo do menino no Serviço Médico Legal (SML) de Tribobó.

Em um áudio trocado entre João Pedro e a família, o adolescente demonstra estar preocupado com a operação que estava acontecendo na comunidade no dia em que foi baleado.

“João, fica calmo pelo amor de Deus. Não me saia daí de dentro. Se a Polícia chamar alguém, vocês atendem de boa. Ou então pede a Natan para falar com tia Maria, vai para casa de tia Maria. Manda Natan ir para a casa de tia Maria, pelo amor de Deus, e fecha o portão”, disse a tia do adolescente, Denise, que mora na casa do ocorrido.

A residência tinha furos de pelo menos 72 disparos, segundo a família.

Em outro áudio, João não chega a completar o que desejava falar com a tia. “Tia, tia, tia, pegaram…”, dizia o áudio, interrompido.

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