segunda, 26 de outubro de 2020

Filho de Flordelis presta novo depoimento nesta quarta

Lucas Santos, filho de Flordelis, chegou às 10h45 para novo depoimento. Foto: Plantão Enfoco

O filho da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), Lucas César dos Santos, foi convocado para prestar um novo depoimento na Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) sobre o caso da morte do pastor Anderson do Carmo, nesta quarta-feira (4). O irmão, Flávio dos Santos, não irá depor conforme era esperado pela especializada.

“Solicitei a vinda deles para esclarecer alguns pontos e preencher algumas lacunas”, explicou Allan Duarte, delegado titular da DHNSG.

Os advogados de defesa de Lucas — Maurício Mayr e Anderson Rollemberg, explicaram no início da tarde que o pedido de apresentação do cliente feito pela DH havia sido deferido pelo juízo da Terceira Vara Criminal. No entanto, o Sistema de Identificação Penitenciária (Sipen) não permitia o juízo requisitar o preso para comparecer à distrital, contam os doutores.

“Houve esse pedido no processo principal por parte da DH para o Flávio se apresentar hoje [quarta] e prestar esclarecimentos em um dos inquéritos. Foi deferido pelo juízo da Terceira Vara depois da véspera de Carnaval, mas vimos que o cartório não poderia fazer esse processo porque o Sipen não permitia que o juízo requisitasse o preso para comparecer. Só permite o preso ir em juízo. Houve essa falha de comunicação entre a DH e o juízo”, contou Mayr.

Ele também afirmou que essa questão não vai atrapalhar os trabalhos da Polícia Civil.

“Não atrapalha em nada. Deixamos os nossos contatos aqui e seremos convocados para acompanhá-lo em uma nova data. Eles nos receberam, nos deram atenção e nos respeitaram na qualidade de advogados. Vamos aguardar sermos convidados novamente”, finaliza Maurício Mayr.

Já o advogado Anderson Rollemberg preferiu se resguardar mas fez questão de frisar que o cliente é inocente.

“Ele é inocente e isso estará demostrado ao final do processo. No dia 19 vocês terão acesso a tudo o que aconteceu. Não houve confissão até porque não foi voluntário. Não tinha advogado no momento”, relembra Rollemberg, sobre a situação em que Flávio teria confessado o crime à Polícia.

Reconstituição

Questionado sobre o resultado da reconstituição do crime, feita na casa da vítima em setembro do ano passado, Allan contou que “o laudo da perícia ainda está sendo confeccionado”.

Já foram várias as reviravoltas no caso desde a morte do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis, executado a tiros dentro de casa, na Região de Pendotiba, em Niterói, na madrugada de 16 de junho.

Nova audiência

Maurício Mayr, advogado de defesa do Flávio, revelou nesta quarta (4) que no próximo dia 19, o cliente participará de uma nova audiência na Terceira Vara Criminal de Niterói, dessa vez sobre o processo do homicídio. “Depois que ele prestar esclarecimentos é que saberá qual será o destino processual”, contou Mayr, na sede da DH. Ele chegou ao local por volta de 11h.

O advogado também contou que aguarda novos esclarecimentos do segundo inquérito que, segundo ele, ainda não teve acesso. “Eu não sei qual dos inquéritos está aqui para ele [Flávio] esclarecer, porque tem vários. Mas se for alguma coisa relacionada ao homicídio em si ele vai se reservar pra falar em juízo”, explica.

O caso

O caso ganhou repercussão nacional e ainda assim não há um prazo para resolução, visto a demora no percurso do processo que, assim como os outros, corre em segredo de Justiça.

Inicialmente, o crime era apontado como um possível caso de tentativa de assalto, a partir de relatos feitos pela própria família da vítima.

No entanto, com o decorrer das investigações, houve um primeiro e revelador capítulo de muitos que viriam pela frente: os filhos do casal Anderson e Flordelis; Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos de Souza foram indiciados por homicídio qualificado em 14 de agosto. Logo após, o Flávio teria confessado à Polícia que foi o autor dos disparos.

A Polícia Civil informou, na época, que o inquérito instaurado para desvendar a morte do pastor já havia sido entregue ao Ministério Público Estadual, sem revelar detalhes.

A delegada Bárbara Lomba – que atuava como titular da DH de Niterói – havia dito que o documento também pedia a prisão preventiva dos filhos da parlamentar, que já estão atrás das grades.

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