quarta, 25 de novembro de 2020

Flordelis conclama rebanho e coloca Deus na ‘briga’

Apontada pela Polícia Civil como mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis (PSD) ‘transferiu a Deus’ o poder de concluir as investigações sobre o crime. Em um suposto áudio que circula nos grupos das ‘ovelhas’ da pastora, desde esta terça-feira (25), a parlamentar pede para que ninguém ‘brigue’ nas redes sociais, alegando que ‘a batalha será vencida na oração’.

Hoje eu quero todo mundo no culto, tá bom.. é hora da igreja unir forças e clamar. Nada é permanente. Tudo vai passar. Já já tudo vai ser esclarecido… Essa briga não é nossa, essa briga é de Deus”

Flordelis

Na gravação também é citado ‘pastor Carlos’, um dos filhos da deputada, Carlos Ubiraci Francisco Silva. Ele foi um dos sete presos, na última segunda-feira (24), pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A especializada indiciou a deputada, seis filhos e uma neta por envolvimento no crime. Ao todo, desde o início das investigações, 11 pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público sobre o caso.

De acordo com o delegado titular da especializada, Allan Duarte, um novo inquérito foi instaurado para apurar ainda a participação de, pelo menos, outras quatro pessoas. Entre elas, está uma filha do casal e três funcionários da casa deles, no bairro do Badu, na Região de Pendotiba, em Niterói. O responsável pela investigação afirma também que o próximo passo é intimar os investigados a prestar novos esclarecimentos sobre o caso.

“Neste novo inquérito, vamos avaliar se essas pessoas participaram do homicídio propriamente dito ou das tentativas de envenenamento. Vamos confrontar dados técnicos com os depoimentos dessas testemunhas que ainda serão ouvidas. Vamos dar a oportunidade dessas pessoas também esclarecerem a eventual participação delas nessa organização criminosa”

Outro ponto ainda não revelado pelas investigações é o destino do casal, Anderson e Flordelis, na noite do crime. O pastor foi assassinado dentro da própria casa na madrugada do dia 16 de junho do ano passado. Em depoimento à polícia, na época, a parlamentar teria afirmado que saiu com o marido para um restaurante em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e depois foram para uma região de praia para ‘namorar’.

Ainda de acordo com o relato, na volta, ela teria percebido que o carro do casal estava sendo perseguido, incluindo até um veículo suspeito próximo à residência deles. Mas, segundo o delegado responsável, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) não se sustentou por falta de detalhes da própria parlamentar.

“Ela disse que no caminho percebeu que tava sendo perseguida e que, ao chegar na rua dela, observou um veículo suspeito. Mas as investigações apontam que isso não aconteceu em momento nenhum. Além disso, os autos, as provas técnicas e as demais testemunhas apontam que o plano dela inicial sempre foi simular um latrocínio”, declarou Duarte.

Veneno

Polícia aponta contradições na versão da deputada sobre o ocorrido na noite do crime. Foto: Pedro Conforte / Arquivo

O novo inquérito policial também retomará às tentativas de envenenamento contra o pastor, iniciadas um ano antes do crime, em maio de 2018. Segundo a polícia, a deputada já havia tentado matar o marido utilizando um produto chamado ‘arsênico’. As investigações apontaram que a vítima teve várias passagens por hospitais de Niterói com sintomas de boca seca e diarreia.

Por conta disso, Flordelis foi denunciada por homicídio triplamente qualificado. Pelo envenenamento, ela foi denunciada por tentativa de homicídio duplamente qualificado. De acordo com as investigações, uma das filhas biológicas da deputada, Simone dos Santos Rodrigues – também presa na última segunda-feira (24) – foi responsável pelos envenenamentos. Ela teria buscado informações na internet sobre o uso da substância.

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