terça, 27 de outubro de 2020

Gestante é espancada pelo marido até desmaiar, em SG

“A gente voltou há uns 15 dias, pensei que dessa vez ia ficar tudo bem, mas foi ainda pior! Quando eu saí para pedir socorro, ele gritou que ia me matar, que não estava nem aí para o nosso filho. Que era para morrer eu e a criança. Tenho medo dele sair e conseguir”. O relato é da gestante e dona de casa de 29 anos, que prefere não ter o nome revelado. Grávida do quinto filho, ela sobreviveu, na manhã desta sexta-feira (6) a uma sessão de agressões do próprio companheiro e pai da criança, com quem convive há oito meses. O homem, de 20 anos, foi preso em flagrante.

O caso aconteceu por volta de 9h, na casa da vítima, no bairro do Gradim, em São Gonçalo. Segundo a vítima, grávida de cinco meses, os dois haviam saído na noite desta quinta-feira (5) e retornado juntos na manhã desta sexta. Ainda de acordo com a gestante, o companheiro teria exagerado na bebida alcoólica e começou a agredir um dos filhos enquanto ela tomava banho.

“Ele sempre foi violento e agressivo. Já tinha me agredido outras vezes, mas eu sempre perdoei. Hoje ele começou a bater no meu filho enquanto eu tomava banho”, revela a vítima.

Segundo a mulher, ao sair do banheiro para defender o filho acabou sendo agredida também.

“Ele me derrubou, me deu muitos chutes e socos. Eu cheguei a desmaiar. Quando eu levantei e consegui correr para fora de casa, os vizinhos chamaram a Polícia e seguraram ele”, relatou.

As testemunhas, então, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que socorreram a gestante até o Pronto Socorro Central de São Gonçalo (PSCSG), onde recebeu atendimento e recebeu alta.

A vítima também foi encaminhada para a Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam), no Mutuá. Em seguida, foi levada para a Maternidade Municipal Doutor Mário Niajar, no Alcântara, para um avaliação no quadro do bebê.

O acusado foi levado pela PM para a Deam. De acordo com a delegada da especializada, Débora Rodrigues, o acusado foi autuado em flagrante enquadrado na Lei Maria da Penha e será encaminhado para o sistema prisional. Agora o medo da vítima é outro, que as ameaças do companheiro se tornem verdade, caso ele consiga deixar a prisão.

“Ninguém nunca denunciou ele. Eu fico apavorada de imaginar que ele pode tentar me matar quando sair. É a minha vida e a dos meus filhos”, desabafou.

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