quarta, 28 de outubro de 2020

Identificados milicianos que morreram durante operação em Itaguaí

A ação integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), foi realizada na noite desta quinta-feira (15). Foto: Reprodução

A Polícia Civil identificou os 12 milicianos que morreram durante uma operação da Força-Tarefa para prender criminosos que atuam no município de Itaguaí, na Baixada Fluminense.

A ação integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), realizada na noite desta quinta-feira (15), interceptou o comboio de bandidos, que atiraram contra os agentes. Fuzis, pistolas, munição, aparelhos de comunicação e os carros utilizados pelos acusados foram apreendidos.

Um dos principais nomes é Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como “Cabo Bené” ou “Benevides”. Segundo as investigações, ele “era um criminoso extremamente perigoso e violento e atuava na organização criminosa em Itaguaí e outras regiões”. Trabalhou como policial militar e foi expulso da corporação por envolvimento com a milícia em Campo Grande, na Zona Oeste da capital do Rio de Janeiro.

Apontado como braço direito do miliciano “Ecko”, foi alvo de operações da Polícia Civil, mas continuava foragido. As investigações revelaram que ele tinha envolvimento em pelo menos seis homicídios e com a existência de um cemitério clandestino em Itaguaí.

O miliciano tinha mais de dez mandados de prisão preventiva em aberto e dezenas de passagens pela polícia por diversos crimes, como assassinatos, roubo, extorsão, formação de quadrilha, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. 

Magnun Cirilo da Silva era comparsa e um dos homens de confiança de “Benevides”, segundo revelou a Polícia. Considerado extremamente violento, possuía oito passagens pela polícia por diversos crimes, como extorsão, roubo, porte ilegal de arma, organização criminosa, lesão corporal e tinha sete mandados de prisão em aberto.

Emerson Benedito da Silva, vulgo “Macumba”, era conhecido como um bandido muito violento e um dos líderes da organização que atua em Itaguaí e outras regiões. Ele tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo, extorsão e organização criminosa e possuía um mandado de prisão em aberto.

Wagner Eduardo da Cruz possuía três passagens pela polícia pelos crimes de extorsão e organização criminosa. Ex-presidiário, saiu da cadeia há pouco tempo. Paulo Cesar Cassimiro Duarte já esteve preso e possuía passagem pela polícia por lesão corporal. Maicon Rodrigo da Costa tinha duas passagens pela polícia, sendo uma por roubo.

Rodrigo Faustino Gamma era ex-presidiário e possuía passagens pela polícia por extorsão, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo. Walace dos Santos Lopes também era ex-presidiário e tinha passagens por lesão corporal. Luiz Felipe Pereira Bertoldo tinha passagens pela polícia por lesão corporal e receptação.

Otavio Victor Schwantes de Araujo respondeu por atos infracionais quando era adolescente. Outros dois criminosos que faziam parte da quadrilha e foram identificados são João Vitor Leitão Rangel e Mateus dos Santos Silva.

Força-Tarefa prende 18 criminosos em Nova Iguaçu

A Força-Tarefa da Polícia Civil realizou uma operação contra o braço financeiro da milícia na Baixada Fluminense, chefiada por Wellington da Silva Braga, o “Ecko”, nesta sexta-feira (16), em Nova Iguaçu. A ação teve como objetivo asfixiar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais, que geram grande lucro para a organização criminosa. Ao todo, 18 pessoas foram presas.  

Entre os crimes investigados estão exploração de atividades ilegais controladas pela milícia; cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia; instalações de centrais clandestinas de TV a cabo (gatonet); armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água; parcelamento irregular de solo urbano; exploração e construções irregulares e outros crimes ambientais; comercialização de produtos falsificados; contrabando; descaminho; transporte alternativo irregular; estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.

A operação contou com as equipes dos Departamentos de Polícia Especializada, da Capital e da Baixada Fluminense; Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO); Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e teve apoio de informações do Disque-Denúncia.

O trabalho de inteligência também contou com investigações da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD); Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM); Delegacia do Consumidor (Decon); Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA); Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (DC-Polinter).

Durante a ação foram “estourados” estabelecimentos comerciais usados como fonte de lucro e lavagem de dinheiro da milícia, tais como: shopping de roupas falsificadas com várias lojas, farmácia com medicamentos de uso controlado sem autorização da ANVISA, dois provedores de internet com sinal furtado de TV por assinatura com milhares de assinantes, um depósito de gás, um restaurante da milícia, local de comercialização de cestas básicas, cujo responsável também foi preso em flagrante por corrupção ativa ao oferecer dinheiro aos agentes, entre outros.

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