segunda, 25 de janeiro de 2021

Idosa morre no Rio e vizinhos denunciam maus-tratos

SAMU foi chamado ao local e constatou os maus-tratos à idosa. Foto: Reprodução

Uma idosa, de 74 anos, morreu, na manhã deste sábado (19), vítima de maus-tratos supostamente cometidos por seus filhos, em um condomínio, na avenida Itaoca, no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Segundo relatos de vizinhos, a mulher estava nesta situação desde o mês de julho, quando começaram os primeiros sinais de que a idosa era destratada dentro de casa. Moradores disseram que ela ficava em casa, trancada, sozinha, pedindo água e comida, pela janela do apartamento, a quem passasse. Ela morava com a filha que, de acordo com os relatos, parecia não ligar para o estado em que a mulher se encontrava.

“Estamos nessa luta desde julho, quando a gente começou a perceber que essas coisas aconteciam. A filha dela sai de manhã e só retorna à noite, deixando ela sem água, sem comida, deitada em um colchão de ginástica. Não acreditamos que os próprios filhos possam fazer isso com essa senhora. Denunciamos à polícia, ela foi autuada por maus-tratos, mas eles [polícia] disseram que se a prendesse a idosa ia continuar sozinha. Fato é que as coisas não mudaram”, explicou a subsíndica do condomínio.

Depois que vizinhos denunciaram o caso à polícia a situação não mudou. Os moradores relatam que dentro do apartamento da idosa há forte cheiro de urina e fezes, expondo a situação da senhora dentro da própria casa.

“A filha dela sai para o trabalho e deixa ela trancada lá. Quando entramos hoje [sábado] com a polícia, o meu nariz ardeu de tanto cheiro de urina e fezes. Ao que parece ela estava há dias sem ter a fralda trocada”, conta outra moradora do local.

Uma sobrinha da idosa, que foi ao apartamento para resolver toda a situação, contou que não entendeu porque ela estava naquele estado. Segundo ela, uma mágoa entre mãe e filha pode ter sido o principal motivo para que prejudicasse o estado fisico e mental da vitima.

“A sobrinha dela encontrou ela fraca, com as pernas atrofiadas, há dias sem comer e sem beber água porque não aguentava. A sobrinha dela disse que mãe e filha tiveram uma desavença e a partir dali ficou magoada e passou a destratá-la. Ela tem outro filho também que nesse tempo nada fez. É impressionante o que ser humano é capaz de fazer”, disse a subsíndica que ajudou nos trâmites para a remoção do corpo.

Em nota, a polícia civil informou que “de acordo com informações da 44ªDP (Inhaúma), as investigações estão em andamento e que diligências estão sendo realizadas para esclarecer os fatos”. A Divisão de Homicídios da Capital também esteve no local neste sábado.

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