terça, 27 de outubro de 2020

ISP aponta queda de assassinatos e aumento de mortes por confrontos

Foi o índice mais baixo de homicídios dolosos dos últimos quatro anos. Foto: Arquivo

Pelo quarto mês seguido, os crimes contra a vida apresentaram queda no estado quando comparados com o mesmo período do ano passado. Em abril deste ano foram registradas 356 vítimas de homicídio doloso no Rio de Janeiro, uma redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado
— este foi o menor número para o mês nos últimos quatro anos.

Na comparação trimestral (fevereiro, março e abril), a queda foi de 28%. O indicador de letalidade violenta (homicídio doloso, roubo seguido de morte, lesão corporal seguido de morte e morte por intervenção de agente do Estado) também diminuiu em relação a abril do ano anterior – foram 593 vítimas em abril de 2018 e 492 no mesmo mês de 2019. Na comparação trimestral, a redução foi de 19%.

Os roubos seguidos de morte (latrocínio) registraram menos três vítimas em abril deste ano quando comparado com o mesmo período do ano passado (11 em 2019 e 14 em 2018). Na comparação trimestral, houve um decréscimo de 45%.

As mortes por intervenção de agente do Estado apresentaram aumento de 23% em relação a abril de 2018, mas diminuíram 4% na comparação com março deste ano. Este indicador vem caindo mês a mês desde o começo do ano: em janeiro foram 160 mortes; em fevereiro, 145; em março, 129; e em abril, 124.

Nos quatro primeiros meses de 2019, as polícias Civil e Militar apreenderam 2.904 armas no estado, ou seja, 24 armas de fogo saíram das ruas por dia. Outro número expressivo foi o de apreensão de fuzis: 241. Ou seja, dois fuzis foram retirados das mãos dos criminosos por dia este ano. No acumulado de janeiro a abril, as apreensões de fuzis de 2019 foram as maiores dos últimos 12 anos no mesmo período.

Crimes contra o patrimônio, como roubos de cargas e de veículos também continuam apresentando queda. Em abril de 2019, 667 cargas foram roubadas no estado, uma redução de 25% quando comparado com o mesmo período de 2018. Na comparação trimestral (fevereiro, março e abril), a diminuição foi de 24%. Os roubos de veículos caíram 19% em abril em relação ao mesmo mês de 2018 (3.755 em 2019 e 4.656 em 2018). Na comparação trimestral, foram 25% de casos a menos.

Os roubos de rua (roubo a transeunte, roubo em coletivo e roubo de aparelho celular) continuaram estáveis em relação a abril do ano passado. Na comparação com março deste ano, a queda foi de 7%.

Na comparação trimestral (fevereiro, março e abril) de 2019, a Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 16 (Olaria e adjacências) registrou a maior diminuição em roubo de carga em relação ao mesmo período do ano passado. Na Baixada Fluminense, a AISP 20 (Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis) apresentou a maior queda em letalidade violenta e roubo de veículo.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos Registros de Ocorrência (ROs) lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de abril.

Niterói e Maricá

Beltrão, PM, 12 BPM
Segundo o 12 BPM, a determinação das operações é o do comando da PM. Foto: Arquivo

As cidades categorizadas na AISP 12, registram duas variações expressivas. Na contramão da tendência estadual, a área registrou o maior aumento de morte por intervenção de agente do Estado na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2018 e o primeiro quadrimestre de 2019. No último ano, no mesmo período, foram 12 mortes por auto de resistência contra 47 este ano (291,67%).

A morte por intervenção de agente do Estado representa 46,6% do total do registro de homicídios deste ano (101 mortes, ao todo). A área lidera, em contrapartida, a diminuição do roubo de rua. Foi a maior redução registrada no estado do Rio nos últimos quatro meses (24%).

Tenente-coronel Sylvio Guerra, comandante do 12º batalhão (Niterói)  falou sobre o crescimento do auto de resistência.


“Esses números são resultado de um determinação do comando que tem por objetivo realizar operações para combate o tráfico de drogas. Em sua maioria, o tráfico está mais concentrado em comunidades, onde, nós somos recepcionados com tiros que acabam resultando em um confronto e infelizmente os criminosos vem a óbito.Isso está diretamente relacionado aos confrontos”, disse.

Segundo o comandante, os criminosos estão cada vez mais entrando em confronto com a polícia.

“Eles possuem um poder de fogo cada vez maior e dispostos a entrar na política de confronto ao invés da rendição. Em contrapartida ao aumento destes números, nós temos o aumento no número de apreensões de armas e drogas, e a diminuição no roubo de veículos e de ruas”,afirmou.

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