terça, 19 de janeiro de 2021

Jovens castigados por desobedecer ‘leis do tráfico’ em Niterói

Um dos vídeos mostra o jovem sendo agredido com pedaço de madeira. Imagens: via grupo Plantão Enfoco

Imagens que circulam nas redes sociais, desde a última quarta-feira (6), mostram dois jovens, com idades não reveladas, sendo agredidos com um pedaço de madeira em um suposto ‘tribunal do tráfico’. Segundo as publicações, as cenas teriam sido filmadas na comunidade Coronel Leôncio, na Engenhoca, Zona Norte de Niterói, na terça-feira (5), e teriam sido divulgadas pelos próprios criminosos como forma de ‘exemplo’.

De acordo com moradores, a localidade é dominada por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e as sessões de agressão teriam sido motivadas porque os jovens teriam ido a um evento de Ano Novo na comunidade Nova Brasília, no mesmo bairro. A localidade vizinha é liderada por criminosos do Comando Vermelho (CV), facção rival.

Entretanto, ainda segundo a população local, o caso gerou revolta dentro da comunidade, porque os meninos que aparecem nos vídeos sendo agredidos são trabalhadores e não possuem envolvimento com o crime. Um morador — que por motivos de segurança não pode ser identificado — informou que, após a gravação, os jovens foram liberados, mas um deles sofreu ferimentos mais graves.

“Eles são trabalhadores, deveriam ter a liberdade de ir em outras comunidades”.

Ainda segundo moradores da região, outros jovens também teriam ido a esse evento, mas apenas os dois foram ‘intimados’ para o ‘julgamento’. A população teme que a sessão de agressões tenha sido encabeçada por traficantes do Morro do Estado, no Centro de Niterói, e do Complexo da Alma, em São Gonçalo, que se aliaram ao grupo da Coronel Leôncio para ‘fortalecer’ o bando.

Questionada sobre as imagens, a Polícia Militar se limitou a dizer que não houve ocorrência a cargo do Batalhão de Niterói (12º BPM) envolvendo a situação relatada. Já a Polícia Civil informou que até o momento não houve comunicação do caso em unidades policiais. No entanto, acrescentou que a Delegacia do Fonseca (78ª DP), responsável pela área, abriu uma investigação para apurar os fatos.

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