sábado, 28 de novembro de 2020

Justiça determina prisão de doleiros ligados a Sérgio Cabral

Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está preso em Benfica. Foto: Agência Brasil

A pedido da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, a Justiça Federal determinou a prisão preventiva dos doleiros Sergio Guaraciaba Martins Reina e Nissim Chreim, da esposa de Nissim, Thania Nazli Battat Chreim, e a prisão temporária de seu filho Jonathan Chahound Chreim. Os quatro são investigados por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e participação na organização criminosa liderada pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

Além das prisões, a Polícia Federal cumpre também mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo. A operação dessa quarta-feira (20) é uma extensão da operação Câmbio Desligo, que em maio de 2018 desarticulou uma rede de lavagem de capital internacional, que envolvia 45 doleiros no Brasil e exterior.  

De acordo com as investigações do MPF, o doleiro Sergio Reina teria realizado operações no total de R$ 37 milhões, entre os anos de 2011 e 2014, utilizando os sistemas “Bankdrop” e “ST”, desenvolvidos para realizar e controlar as operações financeiras ilegais e revelados na operação Câmbio Desligo.  Ele também responde a uma ação de improbidade administrativa e um procedimento instaurado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em razão de irregularidades em operações envolvendo os Fundos PRECE, uma entidade fechada da previdência complementar criada pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).

O doleiro Nissim Chreim realizou operações que totalizaram U$ 22 milhões de dólares, entre 2011 e 2016. Nissim era sócio e tio de Chaya Mughrabi, também investigado na Operação Câmbio Desligo e que permanece foragido. As operações de Nissim consistiam em compra de dólares no exterior, por meio de contas na Suíça em nome de offshores, com o devido depósito em reais em contas no Bradesco, ou entrega de cheques ou de dinheiro em espécie nas salas utilizadas pelos doleiros colaboradores em São Paulo.  

Segundo a investigação da Força Tarefa, a esposa de Nissim, Thania Chreim, é responsável pelas offshores utilizadas pelo doleiro no esquema. Já seu filho, Jonathan Chreim, mantém os negócios do pai ativos, após a saída de Nissim do Brasil em dezembro de 2017.  

Documentos comprobatórios apresentados pelo MPF à Justiça trazem indícios de que tanto Sergio Reinas quanto Nissim, com o auxílio de sua esposa Thania, operavam o esquema organizado pelos doleiros e colaboradores, conhecido como Juca Bala e como Tony, movimentando numerário em espécie proveniente da organização criminosa e auxiliando na lavagem do dinheiro. 

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