quinta, 26 de novembro de 2020

Mais de mil mulheres foram importunadas em 2019 no Rio

DEAM de São Gonçalo. Foto: Arquivo/ Plantão Enfoco

O Dossiê Mulher, divulgado no final do mês de agosto deste ano pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), traz os primeiros dados estatísticos sobre o perfil das vítimas de importunação sexual.

O documento mostrou que, no ano passado, 1.154 mulheres foram vítimas de importunação, sendo que 55,4% não conheciam o autor e 73,5% eram solteiras. No total, 49,2% eram brancas, 33,8% pardas e 13,8% pretas, além disso, 42,7% tinham entre 18 e 29 anos.

Os crimes aconteceram, em sua maioria, entre segunda-feira e sexta-feira em locais fora da residência da vítima. Tanto os horários quanto os dias em que a importunação foi mais registrada indicaram que as mulheres foram vitimadas nos transportes públicos na ida e volta do trabalho. A 15ª edição do Dossiê Mulher mostrou que 45,8% dos casos aconteceram na capital, sendo 32,9% durante a tarde e 31,6% durante a manhã.

O crime de importunação sexual se refere à prática de ato libidinoso (de caráter sexual), na presença de alguém, sem sua autorização e com a intenção de satisfazer lascívia (prazer sexual) própria ou de outra pessoa. O autor pode pegar uma pena de reclusão de um a cinco anos. Essa mesma lei também tipifica a divulgação de cena de estupro ou estupro de vulnerável.

Para a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, é importante conscientizar as mulheres sobre a possibilidade de denunciar quem pratica o crime de importunação sexual.

“É muito importante que a mulher tenha ciência de que se trata de um crime e que ela pode denunciar. Isso pode ajudar a quebrar esse ciclo de violência. Um homem que comete o crime de importunação, caso não seja punido, pode subir degraus na escalada de violência e, quem sabe, praticar um estupro ou até mesmo um feminicídio”, disse.

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