sábado, 05 de dezembro de 2020

Mais de oito horas para registrar ocorrência em São Gonçalo

O caso aconteceu na Delegacia de Neves (73ª DP). Foto: Arquivo/ Alex Oliveira

A prisão de um homem acusado de invadir uma casa na Rua Abílio José de Matos, no bairro Porto da Pedra, em São Gonçalo, virou motivo de insatisfação para as vítimas, que precisaram esperar mais de oito horas para registrar a ocorrência, nesta terça-feira (29).

Segundo divulgado por uma emissora de rádio carioca, a família suspeitou que produtos estavam desaparecendo misteriosamente da residência e decidiu instalar câmeras de segurança para saber o que estava acontecendo. As vítimas relataram que se surpreenderam quando, através das imagens, viram que um criminoso estava furtando os produtos.

Na madrugada desta terça (29), os proprietários esperaram o criminoso chegar e, de acordo com a informação da rádio, assim que invadiu a casa, o acusado foi capturado e amarrado até que a Polícia Militar chegasse.

A insatisfação, no entanto, começou quando as vítimas e os policiais militares chegaram à Delegacia de Neves (73ª DP), onde a delegada teria se negado a registrar a ocorrência, pelo fato de estar “próximo” do horário de encerramento de seu plantão.

A família, o acusado e os policiais chegaram à delegacia por volta de 4h e a ocorrência só foi registrada por volta de 12h – cerca de 8 horas de espera. O plantão da delegada só terminou às 8h. A informação foi confirmada por um policial da distrital, que preferiu não se identificar.

“Foi constrangedor, porque isso poderia ter sido resolvido na madrugada e em pouco tempo o caso estaria registrado. As vítimas não precisavam passar por isso”, explicou.

Segundo informações coletadas na distrital, a ocorrência foi registrada no início da tarde pelo delegado Diego Salarini, que estava realizando o seu primeiro plantão na unidade.

Segundo a polícia, apesar da demora, o acusado, que já tinha anotações criminais, ficou preso e será transferido nesta quarta-feira (30) para o sistema prisional.

Procurada, a Secretaria de Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado para a Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL), onde será apurada a demora no atendimento da ocorrência.

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