segunda, 08 de março de 2021

Médica de Niterói é culpada pela morte de paciente após lipoaspiração

A cirurgia de lipoaspiração de abdômen e flancos com enxerto de gordura nos glúteos foi realizada em Adriana Ferreira num consultório de Icaraí, em Niterói. Foto: Arquivo Pessoal

O Ministério Público do Rio, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial Núcleo Niterói, denunciou, por homicídio culposo, a médica Geysa Leal Corrêa pela morte da paciente Adriana Ferreira Capitão Pinto, após um procedimento estético.

De acordo com as investigações, a cirurgia ocorreu sem intercorrências, apenas sendo observado pela paciente um inchaço nas pernas, fato comunicado no consultório e, segundo a médica, uma consequência natural da cirurgia. Mas, seis dias depois, já em casa, Adriana passou a se queixar de falta de ar, teve um desmaio e acabou falecendo. O laudo de necropsia confirmou que o procedimento estético foi a razão da morte.

A cirurgia de lipoaspiração de abdômen e flancos com enxerto de gordura nos glúteos foi realizada em um consultório no bairro de Icaraí, Zona Sul de Niterói, e relata o MPRJ que a médica, que possui especialidade em otorrinolaringologia, “deixou de observar o dever objetivo de cuidado que lhe era exigível e, agindo com inobservância das regras técnicas de profissão, com manifesta imperícia e negligência, deu causa à morte de Adriana”.

As investigações apontaram que Geysa não estava devidamente habilitada para intervenções estéticas, tendo realizado o procedimento em um local sem as devidas condições sanitárias e sem a adoção dos cuidados pós operatórios cabíveis.

De acordo com a denúncia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Conselho Regional de Medicina foram uníssonos em afirmar em seus pareceres que a denunciada não poderia ter executado a cirurgia, pois para a realização de lipoaspiração é necessário título de especialista na área, em razão da complexidade do procedimento.

Em relação aos cuidados pós operatórios, tanto o CREMERJ como a SBCP afirmaram que a conduta adequada seria encaminhar Adriana a uma unidade de emergência para um diagnóstico, evitando as complicações, que de fato se sucederam e, por fim, a vitimaram.

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