quarta, 21 de outubro de 2020

Militares envolvidos na morte de músico são presos no Rio

Evaldo, 51 anos, estava no veículo com a família. Foto: Redes Sociais/Reprodução

O Exército determinou hoje (8), no Rio de Janeiro, a prisão de dez dos 12 militares que estavam na guarnição envolvida em disparos contra um carro ontem na zona oeste do Rio, que terminou na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa e dois feridos.

Segundo o Comando Militar do Leste (CML), eles foram presos em flagrante por descumprimento das regras de engajamento. De acordo com o CML, foram constatadas inconsistências entre os fatos inicialmente reportados pelos militares envolvidos e as informações que chegaram posteriormente ao Exército.

As prisões foram determinadas depois de depoimentos dos militares envolvidos no episódio à Delegacia de Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público Militar.

Inicialmente, o CML informou que a guarnição circulava pelo bairro de Guadalupe quando se deparou com um assalto e foi atacada por criminosos. E que, por causa disso, atirou contra os assaltantes. Segundo essa primeira nota divulgada na tarde de ontem pelo Exército, o homem que morreu e o que ficou ferido eram assaltantes.

Uma terceira pessoa, um pedestre, foi atingido durante o tiroteio, segundo ainda a primeira nota do Exército.

A Polícia Civil, no entanto, depois de fazer uma perícia no local, informou que não havia assaltantes no carro e que as duas vítimas eram integrantes de uma família que estava no veículo. O homem que morreu foi identificado como Evaldo dos Santos Rosa e o ferido que estava no carro seria seu sogro. Evaldo tinha 51 anos e era músico.

Além deles, estavam no carro a mulher de Evaldo e uma criança, que não ficaram feridas.

De acordo com a última nota divulgada pelo CML, os militares presos estão à disposição da Justiça Militar, que realizará a audiência de custódia e decidirá se manterá ou não a prisão.

“O Exército Brasileiro reitera seu estrito compromisso com a transparência e com os parâmetros legais impostos pelo Estado de Direito ao uso legítimo da força por seus membros, repudiando veementemente excessos ou abusos que venham a ser cometidos quando do exercício das suas atividades”, finaliza a nota.

(EBC)

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